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Perícia em celular de Cid revela envio de dinheiro para o exterior

As perícias realizadas no celular do tenente-coronel Mauro Cid, que foi apreendido durante a operação da Polícia Federal (PF) que resultou em sua prisão, revelaram mensagens trocadas sobre envio de dinheiro para o exterior.
Através da análise pericial realizada no telefone de Mauro Cid, os investigadores encontraram trocas de mensagens com o suposto operador da conta bancária que seria do tenente-coronel nos Estados Unidos.
Os valores das transações chamaram a atenção das autoridades e serão alvo de investigação.
Lavagem de dinheiro
Além do escândalo de fraude em certificados de vacinação que envolve o ex-presidente, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) também está sendo investigado por lavagem de dinheiro.
Essa ação é um desdobramento da operação Venire, que ocorreu após agentes apreenderem aproximadamente US$ 35 mil e R$ 16 mil em espécie na residência de Mauro Cid, localizada no Setor Militar Urbano (SMU) em Brasília.
Após a apreensão do dinheiro, a Polícia Federal iniciou uma investigação para rastrear sua origem.
Durante as investigações, os agentes descobriram que Mauro Cid possui uma conta bancária em Miami, da qual teria sacado os dólares em março.
Com base nessas informações, os agentes irão solicitar a quebra do sigilo bancário da conta em questão, o que será feito por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do Ministério da Justiça (DRCI).
Embora o processo de quebra de sigilo no Brasil seja geralmente rápido, a obtenção de informações por meio do Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode levar mais tempo.
Leia Também: Ex-Ajudante De Ordens De Bolsonaro É Preso Em Operação Contra Dados Falsos De Vacina
Operação Venire
Recentemente, uma operação realizada pela Polícia Federal expôs que comprovantes de vacinação contra a Covid-19 de Jair Bolsonaro, seus familiares e auxiliares foram fraudados.
Conforme a investigação, o esquema consistia em registrar as vacinas como se estivessem em dia, mesmo que não estivessem.
Esses registros adulterados foram emitidos pouco antes da viagem que o ex-presidente realizou aos Estados Unidos no final do ano passado.

Como resultado, seis homens vinculados a Bolsonaro foram presos na última quarta-feira, incluindo o ex-major Ailton Barros e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, que já era alvo de quatro inquéritos e agora está sendo investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro.
Mauro Cid, de 44 anos, encontra-se preso sob vigilância 24 horas no Batalhão de Polícia do Exército Brasileiro.
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