Contabilidade
Receita cobra dados retroativos de fintechs para combater lavagem de dinheiro
Fisco exigirá dados retroativos de movimentações financeiras desde janeiro.

Em audiência na Câmara dos Deputados, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, informou que as fintechs deverão fornecer ao Fisco dados retroativos de movimentações financeiras desde janeiro.
A decisão segue uma instrução normativa da Receita, publicada na semana passada, que equipara as fintechs aos bancos tradicionais.
O objetivo é combater crimes como a lavagem de dinheiro, especialmente após a Operação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema de crime organizado envolvendo o setor financeiro e empresas de combustíveis.
Leia também:
- Ações que o contador já deve tomar para enfrentar a Reforma Tributária
- Falta de assessoria contábil joga quase metade dos MEIs na inadimplência
- Códigos CFOP 5102 e 6102: qual devo usar na venda de mercadorias?
- Aprovada a isenção de Imposto de Renda para profissionais de segurança pública
- Montador de móveis barato: como economizar sem abrir mão da qualidade
Por que a Receita exige esses dados?
Em janeiro, a Receita havia revogado uma instrução que exigia informações sobre transferências via Pix por conta da disseminação de notícias falsas sobre uma suposta taxação. Essa revogação, segundo Barreirinhas, prejudicou a fiscalização das fintechs, que já haviam sido usadas em operações anteriores contra contrabando de cigarros e apostas ilegais.
O novo esquema, que movimentou cerca de R$ 80 bilhões, usava contas de fintechs e bancos tradicionais para “lavar” dinheiro do crime. O dinheiro passava por contas de empresas de fachada, sendo depois investido em fundos e negócios legítimos, o que permitia que pessoas inocentes se tornassem sócias de criminosos sem saber.
Divulgação de nomes de postos
Questionado por parlamentares sobre a lista de postos de combustíveis envolvidos, o secretário defendeu a cautela da Receita. Ele afirmou que a divulgação de nomes só ocorrerá após a confirmação absoluta da participação de cada empresa, para evitar injustiças.
Barreirinhas lembrou que, no passado, a precipitação na divulgação de nomes prejudicou empresas e empresários inocentes.
Medida Provisória e punições
Barreirinhas reforçou que o objetivo da fiscalização não é prejudicar as fintechs que contribuem para a inclusão financeira. Ele destacou, no entanto, que a Medida Provisória 1.303/25 prevê punições para as fintechs que colaborarem com sites de apostas ilegais.
Curso e-Simples:
Curso de Recuperação do Simples Nacional. Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! Acesse: https://www.esimplesauditoria.com/curso-de-recuperacao-do-simples-nacional
INSS4 dias agoINSS confirma abono extra do 13º para aposentados e pensionistas
Reforma Tributária3 dias agoRegulamentação do Imposto Seletivo é adiada e indefinição sobre alíquotas de 2027 preocupa
Fique Sabendo4 dias agoNova regra do Fies Empreendedor terá cobrança de juros na carência
Contabilidade4 dias agoNFS-e Via: Nova API simplifica consulta de alíquotas do ISS
Contabilidade3 dias agoEFD-Contribuições e Reinf estão com os prazos vencendo. Confira!
Contabilidade4 dias agoBurnout no setor contábil: os sinais de alerta e o papel das lideranças na prevenção
Fique Sabendo4 dias agoProrrogado prazo de cadastro obrigatório no NovoPAT
Contabilidade4 dias agoAntecipadas as etapas técnicas para implantação do CNPJ Alfanumérico


























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.