Chamadas
Reforma Tributária: Você sabe o que é “Split Payment”?
Na última quarta-feira, dia 25 de outubro, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da Reforma Tributária no Senado Federal, apresentou seu parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45/19 na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa.
Sendo este, um dos últimos passos para a proposição ser aprovada na comissão e depois votada no plenário do Senado.
Entre as sugestões do senador, está a criação do “Split Payment”.
Leia também: Reforma Tributária Vai Turbinar Pejotização, Conheça Os Perigos
Split Payment
O Split Payment, é um novo sistema, voltado à devolução de tributos, já havia sido sugerido em relatório da Comissão de Assuntos Econômicos.
Criando uma expectativa, o Split Payment é aguardado com grande expectativa pelo empresariado e tema de discussões entre os parlamentares.
O que é Split Payment, como funciona?
Especialistas envolvidos nas discussões explicam como deve funcionar o “Split Payment” no Brasil.
Confira abaixo cinco pontos para entender o que deve mudar após a aprovação da Reforma Tributária com esse mecanismo.
1. Cobrança automática
Uma das grandes expectativas desde que as discussões sobre a Reforma Tributária foram retomadas no começo do ano é de o pagamento dos tributos passe a ser instantâneo no momento do pagamento.
Atualmente, o Brasil conta com sistema obsoleto no qual os valores ficam retidos em etapas da cadeia de pagamento.
O pagamento dos tributos muitas vezes conta com créditos para os pagadores a serem restituídos ao final de todo o processo. O Split Payment é o sistema que deve permitir isso.
Leia também: REFORMA TRIBUTÁRIA: O QUE ESPERAR?
2. Modelo Abuhab
Os estudos da aplicação do sistema no Brasil, já existente em outros países, iniciou há alguns anos com a criação do chamado Modelo Abuhab de Cobrança Automática.
Posteriormente, o sistema foi adotado pela Secretaria Especial para a Reforma Tributária do Senado Federal sob a interlocução com o empresariado.
“Será uma simplificação no cálculo dos impostos com o recolhimento automático. E o consumidor saberá que o imposto explicitado no cupom fiscal será creditado diretamente ao Tesouro do Estado ou do Município de destino da mercadoria, ou serviço. A chegada da era eletrônica à cobrança dos impostos apresenta diversas vantagens naturais da modernização”, defende o empresário Miguel Abuhab, criador do modelo.
3. Era dos cheques
Há dois motivos pelo qual o Split Playment deve ser implementado.
Um deles se encontra na limitação existente na tecnologia atual do sistema tributário brasileiro.
Ainda é utilizado o mesmo modelo dos tempos em que os brasileiros e o empresariado efetuavam pagamentos com cheques.
Hoje, o pagamento de um tributo pode ser interligado a apenas um recebedor. Na linguagem contábil, o “débito” pode resultar em apenas um “crédito”. Contudo, a tecnologia já permite hoje que um “débito” seja relacionado a diversos “créditos” por meio de servidores interligados na nuvem.
4. IVA
O novo sistema também será fundamental para que a criação do Imposto sobre Valor Agregado – IVA, cumpra o seu propósito.
A Reforma Tributária dará origem a um “IVA Dual”, dividido em dois tributos.
O ICMS e o ISS devem se fundir no IBS, que será de competência dos estados e municípios; e o PIS, a Cofins e o IPI devem se unir na CBS, de competência da União.
Contudo, a simplificação de diversos tributos sobre o consumo de bens e serviços em apenas dois impostos apenas fará sentido caso o sistema fiscal também seja simplificado.
O sucesso do IVA dependa de sua cobrança ser automática e no momento do pagamento, o que deve ser possível com o Split Payment.
Leia também: Entenda Como A Reforma Tributária Impacta O Agronegócio Brasileiro
5. “Manicômio tributário”
Por fim, o maior objetivo da criação do novo sistema fiscal é o mesmo de promover uma Reforma Tributária no país: colocar o fim em décadas de um contínuo emaranhado de legislações tributárias.
O entendimento atual é de que o legislador cometeu um equívoco quando criou o Código Tributário Nacional em 1966.
“Países europeus como a Alemanha criaram na década de 60 o IVA sobre bens e serviços. Já o Brasil dividiu a cobrança entre consumo e serviços e repartiu a competência entre a União, estados e municípios. O resultado foi um manicômio tributário que aumentou no mesmo ritmo que o crescimento da economia foi diminuindo”, avalia Luiz Carlos Hauly, tributarista e autor da maior parte dos pontos da Reforma Tributária.
CLT4 dias agoNovas regras do crédito consignado CLT entram em vigor
Contabilidade3 dias agoJustiça suspende aumento de imposto para empresas do Lucro Presumido
Imposto de Renda4 dias agoReceita abre consulta ao 1º lote da restituição automática do IR; veja quem recebe
Reforma Tributária3 dias agoReforma Tributária e notas fiscais: mudanças a partir de agosto
CLT4 dias agoCalendário do PIS/Pasep 2026 está definido. Veja quando cai o abono
MEI2 dias agoGoverno libera R$ 2 bilhões em garantias de crédito para MEIs e caminhoneiros comprarem veículos
MEI4 dias agoDesenrola MEI começa nesta segunda com desconto de até 70%
Fique Sabendo4 dias agoAtivo de Luxo: Quanto realmente vale a Taça da Copa do Mundo de 2026?



























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.