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Negócios

Veja os mitos e verdades do mercado de franchising português

Autor: Leonardo Grandchamp

Publicado em

Ao apresentar uma série de vantagens aos que buscam empreender em Portugal, o segmento das franquias tem despertado a atenção de muitos brasileiros. Responsável por 5,8% do produto interno bruto português, o setor movimenta 11 bilhões de euros ao ano, segundo dados recentes da Associação Portuguesa de Franchising (APF). No entanto, alguns mitos e verdades sobre esse modelo de negócio ainda trazem dúvidas, conforme explica Cândido Mesquita, CEO e fundador do Grupo NBrand, atualmente o maior grupo franqueador português, com 180 unidades espalhadas pelo país. 

“O franchising é uma opção de investimento interessante por serem negócios já testados no mercado local, oferecendo boas margens de lucro e o suporte necessário para a estruturação da unidade franqueada no dia a dia. O segmento conta com centenas de marcas e, muitas delas, têm investimento inicial reduzido. Áreas ligadas à habitação de forma geral, turismo e serviços, oferecem boas perspectivas de crescimento no mercado do país, mas o empreendedor deve considerar a sua aptidão para determinado setor”, destaca Mesquita.

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Aos que estão pensando em seguir por este caminho, o fundador do grupo desmistifica os principais pontos de atenção. Confira:

Assim como no Brasil, em Portugal existem franquias com investimento inicial reduzido

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Verdade. Aos interessados em ingressar no mercado de franchising, mas que possuem recursos limitados, entre as mais de 600 marcas com atuação em Portugal, franquias como a Newcode Coaching Institute, voltada ao coaching profissional, requer um investimento inicial de € 10,5 mil (R$ 55,2 mil), incluindo o valor de formação. Outro bom exemplo é a franquia House Shine, líder no segmento de limpeza profissional, cujo investimento médio inicial é de € 35 mil (R$184,3 mil). 

“Por sua essência em consultoria, a franquia da Newcode, por exemplo, não exige que o empreendedor invista em um ponto físico, o que permite uma boa rentabilidade, com custos e investimento iniciais reduzidos. Além disso, é uma oportunidade para atuar tanto como profissional liberal, quanto como empresa”, diz Mesquita.

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É preciso ter aptidão na área que pretende investir

Verdade. Investir em uma franquia, cuja atuação esteja em sintonia com as aptidões e a área de interesse do empreendedor, é um dos primeiros passos para se obter sucesso nessa jornada. Nos primeiros contatos com a franquia é importante que o candidato evidencie qual é o seu perfil profissional, a sua experiência, áreas de negócio de interesse e expectativa com o investimento. 

“Este ponto é importante para que a marca possa dizer ao candidato se a sua franquia corresponde àquilo que procura e se o perfil se encaixa. Ter esta abertura na comunicação com a franquia facilita todo o processo. Um interessado que, por exemplo, seja arquiteto ou engenheiro no Brasil, pode estar muito melhor alinhado com as operações de uma franquia que atue nessa área, como é o caso da Urban Obras, especializada em todos os tipos de obras. Já um designer de interiores pode se identificar com marcas como a Vangor, franquia focada em decoração e mobiliário”, explica o fundador do Grupo NBrand.

Investir em um negócio que está na moda, ou em alta, pode ajudar a pegar carona para o crescimento rápido

Mito. Evitar negócios de moda e focar em franquias que atuem de forma geral em um mercado aquecido de fato – como é o caso de setores como imobiliário, construção, serviços e turismo -, pode ser uma boa estratégia para a longevidade das operações.  É o caso da UNU, franquia voltada ao mercado de imóveis, que registrou um aumento de 70% em seu faturamento nos últimos três anos, sustentado pelo alto desempenho do segmento no país.

“Especialmente quando falamos de negócios voltadas à prestação de serviços, que não demandam grandes infraestruturas de ponto físico, armazenagem de produtos e gestão de estoque, as possibilidades, em geral, exigem investimentos reduzidos, estruturação mais rápida e maiores chances de longevidade”, complementa o executivo.

Existem cidades e regiões com melhor potencial aos negócios

Mito. De acordo com Mesquita, pensando principalmente em franquias de serviços, o território de atuação pode não ser a variável de sucesso mais importante. Na verdade, o que se deve levar em conta são os objetivos do franqueado, o tipo de cidade em que deseja viver, a vida familiar que procura construir em Portugal e, então, avaliar se esses parâmetros têm sintonia com o negócio escolhido.

“Não basta optar por uma região com alto potencial de mercado, como os grandes centros urbanos de Lisboa e Porto. A dedicação do franqueado e de sua equipe é o que mais impacta no sucesso dos negócios. Hoje, temos empreendedores investindo em franquias em quase todas as regiões do país. E 30% desses franqueados são brasileiros”, comenta o CEO do grupo. 

Ter um visto de residência agiliza os processos de abertura da franquia

Verdade. Para abrir uma franquia em Portugal, caso o empreendedor não tenha cidadania europeia, é necessário ter em mãos uma autorização de residência, como é o caso do Visto D2, uma das opções mais interessantes aos que buscam empreender, especialmente por não exigir um valor mínimo de investimento.  Para conseguir essa autorização, o candidato precisa comprovar que possui a capacidade financeira para fazer o investimento de abertura da empresa, além de apresentar um plano de negócios e documentos básicos, como cópia do passaporte, fotos, seguro-viagem e certidão de antecedentes criminais emitida pela Polícia Federal nos últimos 30 dias.

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