O fim da vigência dos programas emergenciais trará consequências negativas para o país?

0

O mercado de trabalho será duramente afetado com o fim da vigência dos programas emergenciais relacionados à manutenção do emprego sancionadas pelo governo federal. “Setores como turismo, eventos, prestação de serviços e economia em geral vão sofrer impactos severos”.

A afirmação é de Marcos Poliszezuk, sócio-fundador do escritório Zanão e Poliszezuk Advogados, ao comentar sobre recente levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

A sondagem indica que 55% das empresas prestadoras de serviço que adotaram algum tipo de medida para preservar o emprego durante a pandemia, como redução de jornada e salário ou suspensão temporária de contrato, apontaram que vão fechar ou não conseguirão assumir totalmente a folha de pagamento.

Segundo o advogado, nesses casos, é muito provável que esta massa de desempregados que será produzida migre para o empreendedorismo, uma vez que a escassez de emprego tende a aumentar.

Não por acaso, é provável que estes trabalhadores também passem a trabalhar de forma autônoma, sem vínculo de emprego por meio dos inúmeros aplicativos hoje existentes que possibilitem uma renda extra sem os encargos trabalhistas.

Por outro lado, Poliszezuk diz que, considerando a situação atual, é compreensível entender a atitude dos empregadores.

“Os empresários precisam arcar com diversos custos e, para evitar que não honrem seus compromissos, a tendência é que encerrem seus negócios e demitam”, diz

Outra possibilidade para os empregadores será a utilização de outras formas de trabalho, como o contrato intermitente, o contrato por prazo determinado ou a tempo parcial e, também, em determinadas situações, a contratação de mão de obra autônoma, inclusive com a terceirização dos serviços menos estratégicos.

Por Zanão e Poliszezuk Advogados (http://zp.adv.br/) foi fundado na capital paulista em 1999 por Fábio Lemos Zanão e Marcos Vinicius Poliszezuk.