Segundo Richard H. Thaler, diante de duas opções postas, somos propensos a optar pela pior alternativa; e isso é explicado por hábito e falta de tempo para refletir.

Você vai pedir um financiamento e calcula quanto terá que pagar todo mês. Não presta atenção na taxa de juros que estão te cobrando, não tem tempo de refletir e simplifica sua análise para satisfazer uma necessidade imediata.

Você se pergunta: Posso pagar a conta? Se a resposta é positiva, então o assunto está resolvido.

Digamos que você pediu crédito, pagou o que precisava e sobrou parte do dinheiro. Você entra na internet e vê que há uma promoção de até 50% na compra de um telefone. Você compra e, no final, nem analisa se a redução realmente deixou o produto mais barato que o preço médio de mercado.

Ou algo mais simples: você trabalha como autônomo, consegue ter um salário, mas não te sobra um percentual para aposentadoria.

Em todos esses casos, você toma uma decisão financeira irracional motivada por uma necessidade imediata.

As decisões econômicas são frequentemente tomadas com um “foco” específico, que simplifica as análises sem considerar todas as alternativas e consequências.

Em todos esses casos é aplicável a teoria da “contabilidade mental”, criada pelo norte-americano Richard H. Thaler, ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2017, que se dedica ao campo da economia comportamental – disciplina que tem permitido construir pontes entre os achados psicológicos na tomada de decisões e as ciências econômicas.

Via BBC Brasil

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