O que são os ativos circulantes e não circulantes?

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Quando se fala sobre passivo circulante, se refere às contas com uma realização a curto prazo, mais precisamente de, no máximo, 12 meses.

Em contrapartida, os ativos circulantes correspondem aos recursos empresariais capazes de serem convertidos em finanças a curto prazo, também em 12 meses. 

Vale mencionar que fatores como dinheiro em caixa, aplicações financeiras e contas a receber são todos pontos caracterizados como ativos circulantes

Motivo pelo qual é fundamental que a verba resultante do ativo circulante seja destinada ao pagamento do passivo circulante, visando a manutenção da organização, bem como as obrigações financeiras para evitar que qualquer conta se torne uma dívida. 

Diferença entre ativos circulantes e não circulantes

Enquanto os ativos circulantes correspondem aos recursos aptos à transformação em dinheiro dentro de um curto prazo, os ativos não circulantes equivalem às finanças com acesso permitido somente a longo prazo. 

Desta forma, classificam-se como ativos não circulantes, todos aqueles investimentos que geram o retorno previsto para um prazo superior a 12 meses, além do que, os bens duradouros de uma empresa, utilizados para gerar receitas como máquinas e ferramentas, também são vistos como ativos não circulantes. 

Neste mesmo sentido, a receita gerada perante os ativos circulantes se destina ao pagamento da mesma categoria, ou seja, os ativos não circulantes suprem os pagamentos referentes ao passivo não circulante.

Composição dos ativos circulantes

É importante saber que os ativos circulantes são distribuídos entre algumas subcategorias, visando detalhar as fontes de recursos e compreender a fundo a origem das finanças da empresa. 

Lembrando que no caso de empresas menores, talvez não seja necessário detalhar cada característica dos ativos. 

No entanto, essas categorias são fundamentais se tratando de empreendimentos de grande porte, especialmente para assegurar as finanças da empresa, bem como o pagamento das obrigações financeiras dentro do prazo. 

Veja a seguir as três subcategorias dos ativos circulantes, e entenda como elas conseguem organizar as contas a serem recebidas. 

Ativo circulante operacional

Como o próprio nome indica, este modelo de ativo circulante corresponde às etapas operacionais do negócio, em outras palavras, não extremamente importantes para a manutenção da empresa. 

Sendo assim, os ativos operacionais podem ser circulantes, ou seja, permitindo o recebimento a curto prazo.

Enquanto isso, também existem ativos operacionais não circulantes, os quais podem ser convertidos em dinheiro somente a longo prazo. 

Ativo circulante líquido 

Popularmente conhecido como ativo circulante financeiro, o ativo circulante líquido equivale aos recursos obtidos por meio de atividades da empresa, bem como investimentos. 

Desta forma, como na categoria anterior, esta modalidade também pode ser dividida entre circulante e não circulante, enquanto o ativo circulante líquido pode ser fácil e rapidamente transformado.

Já o ativo circulante demora um pouco mais de tempo, além de ser direcionado às contas a longo prazo.

O objetivo principal de uma empresa é reunir o maior número de ativos líquidos, especialmente os circulantes, pois assim, há a possibilidade de investir em pouco tempo, em maneiras de expansão do empreendimento capaz de gerar ainda mais lucro. 

contabilidade

Ativo circulante cíclico

Os ativos circulantes cíclicos possuem ligação com o ciclo operacional da empresa, em outras palavras, às atividades rotineiras do negócio, aquelas que sempre se repetem. 

Tendo em vista que os recursos são frequentes, é normal que alguma das contas passe despercebida pela equipe, porém, é importante manter um registro detalhado com todos os dados correspondentes, principalmente porque ele é voltado ao pagamento dos passivos cíclicos, de maneira que uma organização efetiva impacta diretamente o funcionário, bem como a rotina do empreendimento. 

Ativo permanente

Conforme mencionado anteriormente, o ativo circulante possui subcategorias que têm o objetivo de auxiliar na organização do setor contábil de uma empresa. 

Contudo, é preciso considerar que também existem modelos de ativos que não se encaixam na categoria de circulantes, motivo pelo qual se apresentam completamente distintos ao conceito inicial. 

No caso do ativo permanente, ele tem o intuito de representar os recursos com maior dificuldade de serem convertidos em dinheiro para a empresa, precisando de um longo prazo para tal. 

No entanto, isso não quer dizer que esses recursos são vistos como prejuízos ou que não promovem nenhum benefício para a empresa. 

Ativo intangível

Este se trata do bem financeiro atribuído a uma empresa sem uma existência física, ou seja, aquele que não pode ser visto. 

Neste sentido, observa-se que um produto online como um software, pode ser caracterizado como um ativo intangível, uma vez que ele não se trata de um produto físico. 

Além do mais, o registro de direitos autorais e licenças de uso, também são fatores vistos como ativos intangíveis, uma vez que geram recursos para a empresa, mesmo que não se tratem de itens visíveis para os clientes.

Ativos não circulantes

Enquanto os ativos circulantes representam as contas que poderão ser convertidas em dinheiro a curto prazo, os ativos não circulantes se tratam de recursos capazes de serem transformados somente a longo prazo, mais precisamente, por mais de 12 meses. 

Portanto, os ativos não circulantes podem ser representados por bens duradouros da empresa, os quais não podem ser convertidos em finanças de uma hora para outra, porém compõem a estrutura empresarial, e consequentemente, do sistema de produção. 

Além disso, é importante saber que todas as vendas realizadas a longo prazo também são consideradas como ativos não circulantes. 

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Por Laura Alvarenga