O uso de dados como aliado do varejo

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A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi aprovada, e passa agora pela fase de adaptação nacional pelas empresas, para ser fiscalizada a partir de 2020. Para os empresários e usuários, é uma proteção a mais nas aplicações e uso de dados, garantindo privacidade e confiabilidade das informações utilizadas e compartilhadas, além de segurança a todos os envolvidos na cadeia.

Entre os setores que passam, neste momento, por um processo de ajustamento, está o setor varejista, um dos maiores afetados pelo LGPD, uma vez que lida com um imenso mar de dados diariamente, e terá que tratar e monitorar essas informações de forma correta, com processos de gerenciamento para que não percam seus ativos mais valiosos: a inteligência destes dados.

Neste processo, o Compliance torna-se relevante e um coligado para o setor por trazer, para o público interno, uma visão mais clara de condutas que devem ser tomadas diante de decisões mais delicadas. Para o público externo, oferece a confiança de que suas informações serão utilizadas da forma que a legislação permite, sem que haja abuso de poder por parte da marca.

Aos empresários, ao olhar para seu negócio como algo estratégico e crescente, é necessário se importar com o Compliance, que, independente do tamanho ou ramo de atuação, garante transparência e regras de conduta com clientes externos e internos, instaurando-se uma mentalidade em benefício de sua sobrevivência e, por que não, investimentos de terceiros.

Por isso, com o cenário apontando para ainda mais regulamentações, como é o caso da LGPD, o Compliance é uma cultura e deve ser levada para todos os departamentos, tornando-se a mentalidade do negócio e não somente parte de uma auditoria interna.

*Por Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento