Lá se foram as esperanças das empresas, Claro, Tim e Vivo que haviam unido forças para fazer uma proposta para a operadora Oi para a compra das operações de telefonia celular.

Só que a Oi, informou ontem (22) ao mercado que fechou um acordo de exclusividade com Highline para negociar a venda de suas operações de telefonia celular.

O comunicado criou uma certa reviravolta nas negociações para venda de ativos da Oi.
A Claro, Tim e Vivo queriam evitar um aumento excessivo da concentração do mercado e possíveis restrições por órgãos de defesa da concorrência.

Na verdade a Highline é controlada pela gestora Digital Colony e já tinha realizado uma proposta para comprar por R$ 1.076 bilhão pela unidade de torres da Oi, outro ativo de venda.

Pelo que deixou claro a empresa carioca, a proposta da Highline estava acima do preço mínimo definido para as operações de telefonia celular. Segundo a estimativa do mercado era de R$ 15 bilhões.

Tendo uma exclusividade, a Highline ganhou o direito de cobrir outras propostas recebidas ao longo da disputa. O acordo irá até 3 de agosto, podendo ser prorrogado.

No último fim de semana, a Claro, Tim e Vivo tinham formalizado a oferta, quando a Claro se aliou às demais para uma negociação conjunta.

A Highline é uma desenvolvedora independente de soluções de infraestrutura para a indústria de telecomunicações e atua em shoppings, hospitais, hotéis e prédios comerciais.

Vender as operações de telefonia celular é uma forma da Oi de se recuperar, já recorreu à proteção da Justiça contra credores há quatro anos. A companhia quer atuar como provedora de infraestrutura de telecomunicações, com expansão da fibra óptica e da Internet de alta velocidade.