Operação “Contabilis” investiga contadores no CE

IMAGEM: INTERNET


O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (07), a operação “Contabilis” na região do Cariri, tendo como alvos contadores e contabilistas suspeitos de receber valores por serviços não prestados ao município de Santana do Cariri. De acordo com o MPCE, a fraude é estimada em mais de R$ 400 mil, apenas em 2015. O sócio de uma empresa de contabilidade foi preso preventivamente.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva nas cidades de Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte e Várzea Alegre, contra seis pessoas investigadas no suposto desvio de dinheiro público. Os mandados foram expedidos pelo juiz substituto de Santana do Cariri, Christiano Silva Sibaldo de Assunção.

De acordo com as investigações, um sócio da empresa de contabilidade tinha acesso ao sistema financeiro de Santana do Cariri, por meio do qual realizou pagamentos para outros cinco envolvidos. Ele é investigado por supostamente ter pago para si e à mulher, em 2015, a quantia de mais de R$ 75 mil.


Participaram da operação os promotores de Justiça Daniel Ferreira de Lira, Rangel Bento Araruna, Paulo Cristo Albuquerque, Juliana Silveira Mota, Thiago Marques Vieira e Aureliano Rebouças Júnior, contando com o apoio dos delegados da Polícia Civil Giuliano Vieira Sena, Júlio César Agrelli Lobo, Giovani de Souza Aquilo, além de mais de 20 inspetores de polícia.

Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Santana do Cariri afirma que em 15 de janeiro de 2016, a Procuradoria e Assessoria Jurídica do município, protocolou no MP uma notícia-crime notificando o órgão de que foram detectados pagamentos sem autorização e sem prestação dos serviços.

A nota diz, ainda, que após a constatação, que foi constatado a simulação de pagamentos apenas no sistema da contabilidade, sem a existência de processos de pagamentos físicos.
Além da denúncia ao MP, segundo a nota, a prefeitura instaurou processo administrativo para apurar os fatos e identificar os responsáveis. A nota afirma que a prefeita não compactua com nenhum dos atos investigados, “prezando sempre pela ética e pelos princípios que regem a administração pública”. (com G1)

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