Os malefícios de publicar fotos da sua carteirinha de vacinação nas redes sociais

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Esse ano chegou cheio de esperança em todo o mundo. Estamos vendo cada vez mais populações em todos os países do mundo sendo vacinadas e, com isso, a possibilidade de (finalmente!) pandemia chegar ao fim.

Na América Latina, o Chile é o país que mais vacina sua população contra o Covid-19 na América do Sul. Para cada 100 pessoas, aproximadamente 43 já receberam pelo menos uma dose.

O Brasil ocupa o 4º lugar no continente, com uma média de 6 pessoas vacinadas para cada 100 habitantes. Aqui, cerca de 24% da população já tomou a primeira dose da vacina e aproximadamente 11% a segunda.

No México, 11% da população recebeu suas doses completas, atualmente todos os maiores de 50 anos foram vacinados com pelo menos uma dose. Além disso, cerca de 500 mil pessoas já viajaram para os Estados Unidos para receber uma das vacinas e diz-se que esse número pode aumentar para 5 milhões até o final do ano.

Na Colômbia até o dia 5 de junho, 11.485.904 pessoas foram vacinadas. Dentro desse grupo, 3.432.806 colombianos tomaram a segunda dose correspondem às segundas doses.

Sim para vacinação, não para as fotos nas redes sociais

Aposto que na sua timeline ou feed já passaram várias fotos de conhecidos com a carteirinha de vacinação na mão. Isto está acontecendo no mundo todo.

O que quase ninguém sabe é que o registro de um momento de felicidade, pode ser um imã para cibercriminosos em busca de informações pessoais.

“Mesmo que pareçam pequenos, os cartões de vacina contêm uma abundância de dados pessoais. O nome completo da pessoa, a data de nascimento e o local onde recebeu a vacina estão lá. Também tem a data da vacinação, qual vacina foi recebida e talvez até mais informações, dependendo da pessoa”, explica Dean Coclin, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da DigiCert.

O roubo de identidade é uma das maiores preocupações que quem publica a foto deve ter. Com um nome e data de nascimento, torna-se simples acessar contas pessoais, registros médicos e algumas informações financeiras.

Também deixa a pessoa mais vulnerável ao roubo de informações e um criminoso pode até se passar por quem está segurando o cartão.

“Embora se diga que todas as informações do cartão já podem ser encontradas online, colocá-las em um só lugar simplifica o processo de coleta de informações para os hackers. Com os dados do cartão, um cibercriminoso também pode facilmente se passar por uma farmácia ou provedor de saúde – um golpe simples e verossímil que pode resultar em prisão”, conclui Dean Coclin.

Preocupações das autoridades em todo o mundo

Nos EUA a preocupação tornou-se tão grande que, no início de fevereiro, a FTC (Comissão Federal do Comércio) publicou um comunicado pedindo que a população parasse de publicar fotos da carteirinha de vacinação nas redes sociais.

“Pense desta forma – o roubo de identidade funciona como um quebra-cabeça, feito de pedaços de informações pessoais”, falava o comunicado.

“Você não quer dar aos ladrões de identidade as peças de que precisam para terminar o jogo. Uma dessas peças é a sua data de nascimento. Por exemplo, apenas por saber sua data e local de nascimento, os golpistas às vezes podem adivinhar a maioria dos dígitos do seu número de Seguro Social”, explicava a nota.

Foto: imagoimages / Ulmer
Foto: imagoimages / Ulmer

Embora a declaração seja de uma organização norte-americana, suas recomendações cabem a qualquer outro país do mundo.

A publicação também pode ajudar os golpistas a usarem registros de vacinas para criar cartões falsos, colocando em risco as informações pessoais sobre a vacina e a batalha contra a pandemia, já que o país trabalha muito para aumentar o índice de vacinação.

Ainda assim, nos EUA, já houve várias manchetes descrevendo pessoas que cometeram fraudes em torno da vacina. Um homem em Nova York e outro da Califórnia foram presos após serem pegos roubando dezenas de cartões de vacina.

Também aconteceram casos de criminosos que buscavam os números das doses para preencher cartões de identidade falsos.

Publicar a carteirinha de vacinação nas redes sociais também tem implicações significativas para a privacidade.

Os registros de saúde, que podem ser amplamente acessados ​​por meio de um nome completo e data de nascimento, são um alvo crescente para os hackers, uma vez que seu conteúdo pode valer até milhares de dólares.

O que você pode fazer

– Fique atento à todo e qualquer comunicado sobre a Covid-19. Verifique a autenticidade de cada e-mail, mensagem de texto, chamada telefônica ou outra comunicação que você receber que alegue ter informações sobre a doença. Desde o início da pandemia, os golpes digitais aumentaram exponencialmente, e é uma boa ideia ficar de olho pra não cair em um.

– Seja proativo na proteção de sua identidade. Sempre tome cuidado ao compartilhar qualquer informação pessoal nas redes sociais ou em qualquer lugar online. Em páginas da web que pedem qualquer identificador – de um nome ou aniversário a um cartão de crédito ou número de previdência social – verifique seus certificados TLS / SSL para garantir que estão criptografados e aprenda como identificar sites autorizados. Finalmente, nunca inclua informações pessoais nas senhas.

Se você já postou a foto da sua carteirinha

Se o seu cartão já estiver online, a melhor coisa a fazer é simplesmente retirá-lo, junto com quaisquer outras informações pessoais que possam ter estado lá ao longo dos anos.

Uma etapa adicional é fazer uma auditoria nas redes sociais e certificar-se de que conhece todas as pessoas que seguem você.

Comemore, mas não online!

Tem sido um ano longo e difícil para a maioria das pessoas, e um post comemorativo “Eu-estou-vacinado-e-a-vida-está-voltando-ao-normal” é bem-merecido.

Mas se você postar, tire uma selfie do curativo ou adesivo em vez da carteirinha. É uma das maneiras mais fáceis de manter suas informações seguras.

Sobre a DigiCert, Inc.

DigiCert é a provedora mundial de escaláveis TLS/SSL, soluções PKI para identidade e encriptografia.