Pacheco e Lira defendem auxílio emergencial para os mais pobres

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Os novos presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL), apresentaram nesta quarta-feira (3) medidas que consideram prioritárias para o país, uma delas é a volta do auxílio emergencial que deverá ser destinada a população mais pobre, também são a favor em dar agilidade à vacinação contra a covid-19, através de um documento assinado por eles.

“Assegurar, de forma prioritária, que todos os recursos para aquisição de vacinas estejam disponíveis para o Poder Executivo e que não faltem meios para que toda a população possa ser vacinada no prazo mais rápido possível; e que a peça orçamentária a ser votada garanta que cada brasileiro terá a certeza de que o dinheiro do seu imposto estará disponível para sua vacina”, afirma o documento lido por Pacheco e Lira.

Os dois fizeram um pronunciamento em conjunto no Congresso Nacional, depois se dirigiram à primeira reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Os dois foram apoiados por Bolsonaro nas eleições do Legislativo.

Economia

Na pauta tanto de Lira quanto de Pacheco estão a apresentação dos relatórios da reforma tributária e da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial. A PEC Emergencial cria mecanismos de controle de despesas públicas para União, estados e municípios.
Também será prioridade em suas gestões as aprovações da reforma administrativa e da PEC dos Fundos Públicos.

Enquanto isso, existe uma torcida do governo, que os novos comandos de Câmara e Senado facilitem a tramitação e a aprovação de matérias de interesse do Executivo. As reformas são vistas pela equipe econômica como essenciais para garantir a retomada da economia.

Agência Senado – Foto Jefferson Rudy

Rodrigo Pacheco e Arthur Lira deixaram bem claro que pretendem encontrar maneiras de criar um auxílio emergencial que possa ajudar finaceiramente os setores mais pobres da população, que ainda estão sentindo os efeitos da pandemia. Entretanto, afirmaram que irão respeitar o teto de gastos.

“O Senado Federal e a Câmara dos Deputados manifestam que trabalharão de forma conjunta, harmônica e colaborativa em todos os temas que possam facilitar e ajudar os brasileiros na superação do drama da pandemia, incluindo, sobretudo, a análise das possibilidades fiscais para, respeitando o teto de gastos, avaliar alternativas de oferecer a segurança financeira através de auxílio emergencial”, afirmaram os presidentes do Senado e da Câmara.

Há um entendimento político no Congresso e no governo de que os mais pobres continuam precisando da ajuda. O governo busca uma solução que não fure o teto de gastos nem deteriore a situação fiscal do país.

Encontro com Bolsonaro

Depois do encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, os três falaram com a imprensa. Eles asseguraram que haverá uma relação de harmonia entre governo e Congresso.

“Podem ter uma certeza absoluta. O clima é o melhor possível e imperará a harmonia entre nós”, disse Bolsonaro.

Enquanto Bolsonaro na sua fala ignorou a Covid-19, Pacheco, foi categórico ao afirmar que o “foco” de governo e Congresso é o enfrentamento à pandemia.

“O foco principal, e também o é do governo federal e do presidente Jair Bolsonaro, segundo sua excelência me externou, é o enfrentamento seguro, ágil e inteligente da pandemia, com a disponibilização de vacinas, evidentemente”, disse o presidente do Senado.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil