Fonte: Divulgação Internet

Constatação é um dos destaques do maior estudo global sobre a auditoria interna realizado pelo The Institute of Internal Auditors em 166 países


Ser ético, íntegro e possuir visão estratégica integrada aos objetivos da organização em que atua são premissas fundamentais de um auditor interno moderno.

Mas os desafios da carreira estão cada vez mais complexos, como demonstra o Estudo CBOK – sigla em inglês para Corpo Comum de Conhecimento – promovido pelo The IIA – Institute of Internal Auditors, a maior associação da profissão no mundo.

A pesquisa, divulgada com exclusividade pelo IIA Brasil – Instituto dos Auditores Internos do Brasil, mostra que 44% dos profissionais brasileiros já sofreram, em algum momento, pressão de seus superiores para alterar resultados de relatórios nas organizações em que atuam, sejam privadas ou públicas.

O dado preocupante é maior do que o constatado no panorama global, que atingiu 29%, entre as respostas de quase 15 mil participantes.


Outro alerta importante é quanto ao nível de preparo dos auditores. Segundo o levantamento, 75% dos respondentes brasileiros afirmam ter realizado menos de 40 horas por ano de treinamento e cursos de reciclagem profissional. O dado está bem acima do resultado global que foi de 39%. A disparidade regional também foi exposta no que tange às expectativas dos gestores sobre as habilidades de seus auditores. Enquanto por aqui são valorizados principalmente o poder de análise de dados e o tino comercial, mundialmente as mais desejadas características são as aptidões de comunicação e o aguçado pensamento analítico.

Para o diretor-presidente do IIA Brasil, Andre Marini, o estudo tem relevância essencial para o aprimoramento dos valores e do desenvolvimento da ética no ambiente corporativo, já que o auditor interno possui papel crucial no processo de construção e manutenção dos níveis de transparência de uma organização. “É uma bússola importantíssima que aponta para a necessidade de os profissionais buscarem cursos e certificações a fim de se prepararem para desafios de extrema responsabilidade. Os auditores estão cada vez mais valorizados no mercado, mas é preciso investir na carreira para alcançarmos méritos”,

Questões cibernéticas

A tecnologia tem contribuído com ferramentas para mineração de dados e na agilidade dos processos de auditoria. Contudo, o estudo global aponta que mais de 60% dos profissionais dessa área afirmam ter conhecimento mínimo ou mediano sobre o uso de mídias sociais e de cibersegurança de informações, fato que também ascende a luz amarela.

A consolidação do aquecimento da carreira nos últimos tempos já se transformou em realidade, tanto que 86% dos auditores internos ouvidos em todos os continentes afirmam que pretendem continuar na área pelos próximos cinco anos. No Brasil, o patamar é de 80%, em linha com os resultados globais. O CBOK traz ainda a constatação de que a tendência é ocorrer um equilíbrio de gêneros. Dos auditores entre 19 e 29 anos, 55% são homens e 45% mulheres. O número destoa e demonstra a mudança de geração na faixa dos profissionais acima de 60 anos, com 83% de homens e 17% do sexo feminino.

A compilação completa de todos os resultados irá gerar 28 relatórios, divididos em oito áreas de conhecimento, com foco nas questões emergentes da profissão, abordando o futuro da auditoria interna, a governança corporativa, a gestão de riscos, as normas, o talento e a tecnologia. Mais detalhes do CBOK podem ser obtidos no site www.iiabrasil.org.br.

 

Sobre o IIA Brasil

 

O Instituto dos Auditores Internos do Brasil, chamado anteriormente de Audibra, completou 55 anos de fundação sendo uma das dez maiores entidades da carreira do planeta, entre os 190 países afiliados ao The Institute of Internal Auditors – IIA Global, a mais importante associação do setor no mundo. Referência na América Latina, o IIA Brasil auxilia na formação de outros Institutos como o IIA de Angola. No Brasil, aentidade coordena todo o processo de obtenção de certificações internacionais, como o CIA (Certified Internal Auditor), além de promover debates, cursos técnicos, seminários e congressos.


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