Pfizer e BioNTech buscam aprovação para estender vacina para uso entre adolescentes

0

A Pfizer e a BioNTech pediram à Agência Europeia de Medicamentos para estender o uso de sua vacina Covid-19 para adolescentes de 12 a 15 anos depois que os dados do teste mostraram que funcionou bem e era seguro neste grupo.

As empresas fizeram o anúncio na sexta-feira, marcando um passo significativo em expandir o acesso à vacina, onde a maioria dos produtos disponíveis são licenciados apenas para uso em adultos.

Pontos Principais 

  • Dados antecedentes de um teste clínico envolvendo mais de 2.000 participantes, publicado em março, indicaram que a vacina é 100% eficaz na prevenção de doenças em crianças de 12 a 15 anos, superior à já impressionante taxa de eficácia de 95% relatada em adultos.
  • As empresas disseram que os adolescentes vacinados aguentaram bem a injeção e exibiram “respostas robustas de anticorpos”, mostrando efeitos colaterais consistentes com aqueles com idade entre 16 e 25 anos.
  • As empresas já pediram à Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA para estender a licença da vacina no país e disseram que planejam solicitar novas alterações aos reguladores em todo o mundo.
REUTERS/Dado Ruvic
Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra Covid-19 em frente a logo da Pfizer em foto de ilustração 30/10/2020 REUTERS/Dado Ruvic

Cenário Principal

Uma vacina para crianças ajudaria a tornar mais fácil e seguro o retorno à escola presencial no outono, bem como reduziria os riscos de doenças e transmissão de crianças.

Vários fabricantes estão testando injeções em pessoas mais jovens. A Moderna, por exemplo, tem vários testes em andamento explorando a eficácia de sua vacina em crianças e adolescentes e a Pfizer está testando uma para uso em crianças entre as idades de seis meses e 11 anos.

A Universidade de Oxford suspendeu os testes em crianças, que usaram a vacina desenvolvida com a AstraZeneca, devido ao medo de coágulos sanguíneos raros.

Fato Surpreendente

Os pais não estão necessariamente ansiosos para que seus filhos, que correm um risco muito menor com Covid-19, sejam vacinados na primeira onda de vacinas infantis.

Uma pesquisa indicou que apenas metade dos americanos planejava imunizar seus filhos assim que as vacinas estivessem disponíveis.

Conteúdo traduzido da fonte Forbes por Wesley Carrijo para o Jornal Contábil