Foi anunciado pelo Banco Central (BC) a antecipação de novembro para outubro do novo serviço bancário que irá reformular os métodos de pagamento no Brasil.

O PIX é uma plataforma de pagamentos instantâneos e de transferências entre carteiras digitais que vai funcionar 24 horas por dia a custo zero para o consumidor final.

Essa nova plataforma poderá por fim no TED e no DOC, instrumentos de transferências usados atualmente pelos grandes bancos com limite de horário, entretanto poderá ser um reequilíbrio de forças no mercado financeiro brasileiro.

Esse imediatismo em tempo integral só será possível porque, a partir de outubro, os lançamentos bancários não precisarão mais de intermediários para serem feitos. Ou seja, o valor enviado pelo pagador deverá cair diretamente na conta do receptor de forma muito mais ágil.

Um estudo da consultoria Roland Berger calcula que o fim das taxas sobre transferências vai custar aos grandes bancos e às empresas de adquirência (as famosas maquininhas) de 18% a 63% de suas receitas — 13 bilhões de reais por ano.

Entre as empresas atingidas estão Cielo, Rede, GetNet, Stone, PagSeguro e Mercado Pago, conforme revelou matéria do Porta da Revista Exame.

Mas existe empresas que não querem ficar para trás, os vencedores tendem a ser as mais de mil instituições que já se cadastraram para usar a novidade. Entre elas estão varejistas, como Magalu, fintechs, como Nubank e Neon, mas também financeiras mais consolidadas, como Cielo e Itaú.

A publicação também mostrou que um grande vencedor pode ser o WhatsApp.

“O serviço de mensagens é o que tem maior tempo de atenção dos consumidores, e deve ser a plataforma de uso mais ampla para o PIX. Será um intermediador para milhares de fintechs.

Hoje elas têm o depósito como maior gargalo, mas agora conseguirão oferecer uma gama muito maior de serviços”, disse um investidor.

Com informações do Portal da Revista Exame