Plano de Sucessão: Como colocar em prática

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Um dos maiores desafios de grandes grupos empresariais com gestão familiar é passar com sucesso e prosperidade de uma geração para outra. Em muitos casos, esse é o momento crucial entre a continuidade ou não da companhia sob o comando da família. O plano de sucessão é cada vez mais relevante, e comum, nas grandes empresas.

Sua prática pode evitar eventuais disputas na Justiça e trazer grande economia para a empresa, já que envolve, necessariamente, um planejamento tributário.

A questão é quando dar o kick-off nesse planejamento

Considerando que culturalmente falar de plano de sucessão nas empresas chega a ser tabu? Quais os pontos essenciais a considerar para uma transição bem-sucedida? Em geral, esse é um processo longo, cheio de etapas e requer suporte altamente qualificado de profissionais com experiência e profundo conhecimento das regras do jogo da sucessão.

A relevância de uma equipe multidisciplinar nos trabalhos, com especialistas em direito de sucessão, direito societário e tributário, pode ser um grande diferencial nesse momento da companhia.

“A previsibilidade nesses casos é uma escolha inteligente e de alto valor agregado, que vai simplificar os processos e normas sucessórias”, explica o especialista em planejamento sucessório e sócio do Cescon Barrieu, Gabriel Seijo.

O advogado contabiliza mais de 20 anos de experiência à frente de casos expressivos nesse segmento.

Sob o aspecto legal, esse tipo de planejamento dá autonomia ao titular do patrimônio, antecipando atos em vida, reduzindo os riscos de modificações futuras na sucessão. É uma questão-chave de governança, uma vez que o planejamento frequentemente vai além de antecipar a transferência da empresa aos herdeiros.

Acima de tudo, a ferramenta de sucessão contribui para resguardar e proteger o patrimônio e bens familiares. Isso inclui a adoção de estruturas de gestão compartilhada, e daí a importância da assessoria societária.

“Toda e qualquer sucessão precisa ser feita com foco e coesão familiar, respeitando a continuidade e desenvolvimento da empresa tanto quanto o propósito e autodesenvolvimento das pessoas que a lideram e estão diretamente envolvidas no processo”, afirma Seijo.