(*)Por Lucas Paulino

Em um momento em que se fala sobre a retomada da economia do País, um dos setores que mais apresentam potencial de evolução é a indústria. Penalizada nos últimos anos pela capacidade ociosa e falta de investimentos, a expectativa é que haja uma recuperação da capacidade instalada e também no aporte de recursos de capital. Este cenário apresenta um potencial muito grande de investimento nas ações ligadas às empresas que atuam no segmento e que são negociadas na bolsa brasileira.

A exemplo do Ibovespa, principal índice de ações da B3, o setor industrial conta com a sua própria carteira teórica. Criado em 2006, o INDX, como é conhecido, tem por objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade, compreendidos por materiais básicos, bens industriais, consumo cíclico, consumo não-cíclico, tecnologia da informação e saúde. A própria descrição dada pela B3 mostra o peso da carteira.

O índice pode não ser tão conhecido, sobretudo quando comparado com o próprio Ibovespa, mas é usado e acompanhado por muitos gestores do mercado financeiro. E isso diz respeito a como esses ativos devem ser observados pelo investidor que busca optar por outros caminhos de rentabilidade. A verdade é que o INDX apresentou uma performance mais segura nos últimos anos, não tendo caído tanto durante a crise brasileira como aconteceu com o Ibovespa. Entretanto, vale ressaltar que, desde o fim de 2016, o índice já cresceu quase 30%. E com a perspectiva de valorização da bolsa como um todo ao longo deste ano, são boas as oportunidades.

São 43 ações de empresas que formam o índice. Como sabemos que não é usual um investidor pessoa física operar esse montante de papéis numa carteira, vale a pena ressaltar que as dez primeiras já representam um total de 75% da carteira, mostrando bastante representatividade. O índice é mais um do amplo leque de informações e fontes que os investidores podem contar na hora de acompanhar o mercado de ações. Sabidamente quanto mais informação de qualidade e utilidade, maior a segurança e precisão na hora de tomada de decisão.

A atividade industrial no Brasil é extremamente complexa, uma vez que são diversas áreas de atuação. Sendo assim, é muito difícil o investidor se ater às particularidades e fundamentos de cada empresa. Por esse princípio, vale observar indicadores como o Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getulio Vargas, e a Pesquisa Mensal da Indústria, divulgado pelo IBGE. Ambos servem como um termômetro para avaliar a evolução do setor e seus impactos nas empresas.

Observando em perspectiva, projeta-se que a produção brasileira cresça em torno de 3% em 2019, segundo o Boletim Focus, que é publicado periodicamente pelo Banco Central. Considerando esse cenário, podemos afirmar que a carteira tem um potencial de valorização de praticamente 10% neste ano – para saber mais sobre veja essa publicação. É um resultado bastante interessante e bem maior do que alguns investimentos tradicionais de mercado. E olhando em retrospecto, todas as vezes que a produção industrial cresceu no ano alguma porcentagem X, o INDX cresceu nominalmente cerca de 3X a 4X. Assim, é uma carteira interessante para acompanhar ao longo deste ano.

Em cenários como o atual, que se buscam maximizar retornos nos investimentos, é sempre uma boa oportunidade pensar nessa carteira composta por ativos ligados a segmentos da indústria quando se tem uma boa previsão para a produção industrial no ano. E como já ressaltei, o setor industrial é um potencial segmento de grandes retornos nos próximos anos – muito por causa da esperada recuperação e aceleração do consumo da economia brasileira.

*Lucas Paulino é assessor de investimentos e sócio-fundador do Mais Retorno, plataforma de assessoria de investimentos em ativos financeiros. http://maisretorno.com/

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