Pós-pandemia: Como se reinventar como empresa

0

A pandemia do novo Coronavírus atrapalhou inúmeras empresas que vinham em ascensão na passagem de 2019 para 2020, principalmente os pequenos e médios empreendedores.

Independente do setor ou ramo de atuação, fato é que foi prejudicial ao considerar os danos e prejuízos financeiros à empresa, em muitos casos praticamente inviabilizando a continuidade do negócio.

Uma divulgação do Ministério da Economia do dia 27 de maio, informou por levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que 1,1 milhão de vagas de trabalho foram fechadas no Brasil, somente entre março e abril.

Agravando mais ainda quando trata-se de dados, a CNN divulgou em matéria no mês de abril, que mais de 600 mil pequenas empresas fecharam as portas no Brasil, por conta da pandemia.

São dados alarmantes que, infelizmente, tendem a crescer ainda mais.

No entanto, aqueles empresários de pequeno ou médio porte, que passarem por esses tempos difíceis e mantiverem as suas atividades empresariais com muita garra e determinação, terão ainda pela frente um novo desafio, a readequação às novas formas de trabalho.

Formas essas que vão desde o básico e pessoal da forma de administrar, até o cumprimento da jornada de trabalho de seus respectivos funcionários.

Vamos entender melhor quais são essas readequações que o mercado promete, visando as novas formas tanto para o empreendedor como para a equipe.

Aderindo o mundo virtual

A pandemia serviu para mostrar que para se manter atualizado como um bom empreendedor de pequeno ou médio porte, é necessário aderir ao mundo virtual para manter os negócios em alta.

Exemplo disso são as formas de divulgação do produto ou serviço nas redes sociais, que teve um aumento expressivo.

Páginas que impulsionam a marca – tanto no Facebook, Instagram, Twitter, entre outras – foram as principais aliadas de quem conseguiu manter o negócio vivo nesses tempos de crise pela Covid-19, e ajudando inclusive a tornar referência em determinado produto ou serviço, além é claro de fidelizar quem já era cliente.

Portanto, quem não dava a devida atenção aos meios de divulgação por redes sociais com as páginas de divulgação da marca, viu agora nesses tempos que passamos o quão essencial é o mundo virtual no empreendimento.

Home-office

Era prática em algumas empresas de determinados ramos o home-office ao menos uma vez por semana, geralmente na sexta-feira, ou então aos finais de semana quando tinha a necessidade de cumprir com alguma meta que o tempo da semana não foi o suficiente.

Porém, o empreendedor de grande, médio ou pequeno porte pôde notar com essa quarentena imposta juntamente com o isolamento social, visando a diminuição do contágio do vírus, que é possível executar e cumprir as metas com o home-office.

Readequações às formas de trabalho

E que inclusive, pesquisas já apontaram que essa prática do home-office será utilizada pós-pandemia por muitas empresas que tiveram sucesso ao manter o trabalho via esse recurso.

Além de possibilitar que as atividades do empreendedor pudesse continuar junto à sua equipe com o home-office, viabilizou também a ideia de economia para muitos empreendedores, uma vez que surgiu a ideia em determinados ramos que podem ser tranquilamente tocados sem a necessidade presencial da equipe, fazendo do home-office uma realidade, inclusive totalmente benéfica quando considerados os gastos em manter o escritório, alternando na semana em dias em casa ou na empresa.

Consolidação no mercado

Como dito no início da matéria, essa pandemia infelizmente além de deixar muitos trabalhadores desempregados, encerrou ainda as atividades de um número enorme de empreendedores no país, o que é uma pena quando se considera o crescimento econômico como um todo.

No entanto, cabe ao empreendedor junto ao auxílio profissional em alguns setores como a contabilidade, que quer manter-se com a qualidade dos seus serviços prestados ou com seu produto, aproveitar essa oportunidade.

E quando se pensa em como aproveitar essa oportunidade, logo surge a ideia principal: consolidar-se no mercado.

Afinal, a perspectiva que se tem agora do mercado é que muitos negócios estão ou defasados ou em ascensão, cabe ao empreendedor trabalhar para fazer parte do segundo grupo.

E estar em ascensão é justamente tornar-se um diferencial, é trabalhar para que a sua marca torne-se referência de nome no ramo em que atua.

É o momento de você empreendedor dar atenção reforçada aos clientes, tratá-los de forma única e personalizada, tanto no atendimento quanto nos serviços prestados, é fazê-lo se sentir acolhido e importante nesse momento onde a fragilidade é uma realidade.

Em palavras mais claras, é cativar o seu cliente para que ele possa tornar-se fiel aos seus serviços, e que inclusive possa lhe render mais indicações à potenciais clientes.

Empreender é, como diz o dito popular, “Ser camaleônico”, é adaptar-se às diversidades que o mercado proporciona, é fazer de tudo uma oportunidade.

E manter-se em tempos de pandemia com o seu negócio ainda operando já é uma vitória, é digno de reconhecimento de uma boa gestão.

Porém, a atitude de fazer o seu empreendimento decolar em uma ascensão que lhe renderá frutos inclusive à curto prazo, isso é para os visionários.

Seja você um visionário.

Por Diego Monteze