Depois de questionar o isolamento de toda a população, devido à pandemia do coronavírus, o Presidente Jair Bolsonaro considera pedir ao Ministério da Saúde que mude a orientação e isole apenas idosos e pessoas com duas ou mais doenças que podem se agravar com a covid-19.

A declaração foi dada nesta quarta-feira, ao deixar o Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro defendeu que o isolamento de todos os brasileiros vai piorar a crise econômica gerada pela nova doença.


Após a conversa com jornalistas, o presidente se reuniu com governadores da Região Sudeste: João Dória, de São Paulo; Wilson Witzel, do Rio de Janeiro; Romeu Zema, de Minas Gerais e o do Espírito Santo, Renato Casagrande. Antes do encontro, Bolsonaro voltou a criticar as medidas adotadas por gestores estaduais.

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Presidente Bolsonaro pode adotar o isolamento vertical

Durante a reunião, em videoconferência, o governador de São Paulo, João Dória, pediu ao Presidente que avalie a prorrogação do prazo final de suspensão das dívidas dos estados com a União. Segundo Dória, o governo deveria estender o “perdão da dívida” para 12 meses e não os seis concedidos pelo governo federal.

Em coletiva de imprensa, após a reunião, Joao Doria disse não concordar com a mudança nas orientações de isolamento da população. Ele mencionou que vai manter as recomendações da Organização Mundial da Saúde, no estado, por obedecer critérios técnicos.

Também após o encontro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou no twitter que não quer acabar com empregos, mas “preservar vidas” e que, para isso, recomenda à população fluminense o recolhimento em casa. Segundo ele, o momento é de racionalidade e que, como magistrado, segue orientações de especialistas.

Lembrando que a região Sudeste concentra o maior número de casos do novo coronavírus e, também, o número de mortes. Somente São Paulo e Rio somam mais da metade do número de casos confirmados da doença, e praticamente todos os casos de morte em decorrência de complicações da Covid-19.