Prorrogação do Auxílio Emergencial será diferente do modelo atual

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Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, revelou no dia 28 de maio, que provavelmente será prorrogado o Auxílio Emergencial, que foi criado para ajudar trabalhadores autônomos, informais e desempregados no período de duração da pandemia.

Waldrey praticamente confirmou que o Auxílio Emergencial será prorrogado, porém, terá um modelo diferente.

Outro formato

Numa audiência virtual realizada pela Comissão do Congresso, Waldry Rodrigues deixou claro:

“O Auxílio Emergencial será prorrogado? Muito provavelmente sim, mas com outro perfil, outro formato. É um programa valiosíssimo, de alta efetividade, mas caro.”

De acordo com Rodrigues, o Auxílio Emergencial é um programa caro e que tira dos cofres o valor de R$ 51,5 bilhões por mês:

“Não cabe uma extensão muito prolongada, nas nossas contas.”

Valor reduzido

Ainda existem especulações em relação ao novo valor da auxílio que será prorrogado. Se bem, que Paulo Guedes, Ministro da Economia, revelou que o valor de R$ 600 poderá ser reduzido para R$ 200 mensais. Que na verdade, foi o valor pensado pelo governo, no início do Auxílio Emergencial.

O secretário acabou endossando as palavras do ministro em relação ao pagamento do Auxílio Emergencial em uma possível prorrogação. Confirmando o valor de R$ 200.

“Pode ser prorrogado. Uma prorrogação de R$ 200 implicará em custo por mês de aproximadamente R$ 17 bilhões, então estamos dando atenção ao seguimento mais afetado da população.”

Entretanto, o Congresso pressiona o governo para que o auxílio seja prorrogado no valor atual. De acordo com a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), o assunto já vem sendo discutido em um projeto pedindo a prorrogação do Auxílio Emergencial por mais três meses.

Gastos com o Auxílio Emergencial

Quando terminar o pagamento dos 3 meses atuais do Auxílio Emergencial, terá sido retirado dos cofres um valor de R$ 152,6 bilhões.

Em uma audiência virtual, os parlamentares que participaram pediram medidas mais efetivas para a liberação do crédito. Paulo Guedes deixou bem claro que é necessária uma melhoria nesse tema, visto, que muitas empresas reclamam do pouco acesso a empréstimos durante a crise mesmo após as medidas que foram anunciadas até agora.

A atual Medida Provisória exige que as empresas beneficiárias não poderão demitir os seus funcionários sem justa causa num período de 60 dias após o recebimento, por elas, da última parcela da linha de crédito.

A equipe econômica e o Congresso discutiram vários pontos, e um deles foi a mudança, na qual permitiria a empresa demitir 100% de seus funcionários.