Site icon Jornal Contábil – Contabilidade, MEI , crédito, INSS, Receita Federal

Qual o melhor momento para as compras de final de ano?

Photo by @freepik / freepik

Photo by @freepik / freepik

Com a chegada dos últimos meses do ano, surgem as expectativas para as festas, troca de presentes no amigo secreto, as compras de roupas e acessórios novos, trazendo também um questionamento para a maioria dos consumidores sobre quando realizar as compras. Sobretudo neste ano em que a alta na inflação vem encarecendo cada vez mais os produtos, torna-se necessário analisar bem as ofertas do comércio.

O professor de Finanças da Universidade Presbiteriana Mackenzie campus Alphaville, Maurício Takahashi, afirma que o planejamento com muita antecedência é a melhor forma de se organizar para economizar nas compras. “Em tempos de imprevisibilidade inflacionária, com perda real de poder de compra, o planejamento continua sendo a melhor forma de otimização de gastos. Apenas para estabelecer o contraste, imagine gastar sem uma lista definida, sem um limite pré-estabelecido, sem tempo para pesquisar e comparar preços, tomado pela pressão do tempo e com impulsos e emoções comandando seu cérebro no processo de decisão.”, analisa.

Portanto, começar a pensar nestas questões agora e não adiá-las para dezembro, pode melhorar o processo de compras. Além disso, segundo Takahashi, é importante destacar quais amigos e familiares serão presenteados, quanto irá gastar com cada um e o que irá comprar, além de procurar por ofertas na internet. “As barganhas reais raramente caem no colo. Elas precisam ser buscadas. Essa busca está consideravelmente facilitada pela tecnologia”.

Se o intuito for adquirir produtos eletrônicos, deve-se repensar ainda mais, visto que, esta indústria vem sendo afetada pela falta de insumos na produção. “Certos produtos de origem do setor manufatureiro, em especial bens duráveis, estão demorando mais para serem entregues, além do aumento de preços. Adicione a esses motivos, o fato de o crédito estar mais caro devido ao aumento das taxas de juros para controlar a inflação. Em vista disso, é aconselhável aguardar por um momento em que haja condições mais favoráveis para esse consumo”, argumenta o professor de Finanças.

Takahashi explica ainda que com a queda dos casos de covid-19, houve um reajuste nos negócios. Isto é, desde grandes empresas até um pequeno comércio, tiveram que se reinventar e ofertar na internet, o que apresenta vantagens para os clientes. “O poder de escolha do consumidor aumentou. Ou seja, quem planejar a sua compra e souber utilizar os alarmes de monitoramento de preços das plataformas de buscas, poderá julgar se estão diante de uma economia verdadeira”, afirma.

Para o professor, a previsão para este final de ano, mesmo com a inflação, é de uma alta nas compras e consequentemente, no movimento dos comércios. “Os fatores facilitadores para o incremento da receita real do comércio, elencados no mês anterior pela Fecomércio SP tendem a continuar pelos próximos meses. A flexibilização quase plena do horário para funcionamento das lojas, a necessidade de recomposição de demanda e o auxílio emergencial (até outubro de 2021), favorecem o aumento do nível de gastos da população no varejo como um todo”, conclui.

Sair da versão mobile