Quer financiar um imóvel? A melhor hora é agora

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Não é novidade que o ano de 2020 tem sido extremamente positivo para o mercado imobiliário e consequentemente para quem deseja comprar um imóvel.

Contrariando todas as previsões negativas e expectativas de contração do setor devido à pandemia e crise econômica, o mercado brasileiro de imóveis tem mostrado recorde atrás de recorde, com os principais indicadores deste setor apontando uma alta procura de crédito para financiamento nos últimos meses. 

No fim do primeiro semestre, mesmo com o auge da crise sanitária no país, os dados já demonstravam uma melhora.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamentos imobiliários que utilizam recursos da poupança cresceu 29% no primeiro semestre de 2020, comparado ao ano anterior.

O otimismo não parou por aí, em agosto os resultados se mantiveram positivos com um aumento de vendas de 63,8% em relação ao mesmo mês em 2019, segundo informações da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). 

Todo este avanço provocou questionamentos, afinal como o setor pode crescer tanto durante uma pandemia e recessão econômica? Uma das principais respostas está na queda da taxa de juros básica da economia, a Selic, que influencia diretamente os juros atrelados ao empréstimo de crédito imobiliário.

Afinal, o dinheiro que alimenta o crédito imobiliário vem da poupança, atrelada à Selic, que atingiu neste ano seu patamar histórico mais baixo desde 1999, fixando-se em 2%. 

Com uma taxa tão baixa, é muito mais barato contratar crédito imobiliário, e por isso a alta demanda.

A taxa estando fixada em 2% permite que a maior parte dos bancos consigam fechar suas taxas a 6%, há dois anos atrás essa taxa girava em torno de 8%. Isso representa uma economia de mais de 40% na parcela de um imóvel.

A mudança de comportamento das pessoas em relação ao morar durante a quarentena foi outro ponto decisivo para esse “boom”. Com o isolamento social em que todos precisaram migrar suas atividades (trabalho, estudo e lazer) para a casa, este ambiente precisou se adequar à nova rotina.

Dessa forma, muitos acabaram se mudando do centro para cidades mais tranquilas, provocando uma espécie de “êxodo urbano” da cidade para o campo ou litoral.

Além disso, muitos também precisaram investir em reformas para melhorar os espaços domésticos que antes só eram utilizados para o repouso. 

Uma redução de 40% no valor de uma parcela de um imóvel financiado já é um bom motivo para motivar a compra da casa neste momento.

Mas se ainda não for suficiente para convencer quem está à procura de um empreendimento e que está na dúvida esperando por mais uma possível queda no preço, é importante olharmos para trás e tirarmos um aprendizado. 

Foi por volta de 2009 e 2010 que os bancos passaram a oferecer produtos de crédito imobiliário de forma mais agressiva, com isso houve uma alta demanda para este tipo de produto e o mercado foi aquecendo.

Quem comprou uma casa neste período deve se lembrar do poder de valorização do imóvel em pouco tempo.

Mas a crise econômica no país entre 2014 a 2016 freou esse setor e, mesmo assim, não observamos nenhuma queda considerável que pudesse atrair os compradores.

As incorporadoras preferiam oferecer bonificações aos seus clientes ao invés de dar um desconto muito alto, isso justamente porque se o preço caísse, não seria possível recuperar ele posteriormente. 

Com o início de uma recuperação da crise iniciada em 2014 agora em 2020, o mercado imobiliário está aquecido e o período atual permanece sendo uma boa oportunidade para quem deseja finalmente comprar seu imóvel, seja para moradia ou como forma de investimento.

Apesar de um risco de segunda onda, a economia tende a se reerguer e as pessoas passarão a ter mais segurança na hora de assumir um financiamento, contribuindo ainda mais para uma nova alta nos preços dos empreendimentos.

Portanto, quem tiver condição e segurança financeira no momento deve sim repensar a decisão de adquirir um imóvel o quanto antes. 

Por Bruno Gama, CEO da Credihome