A nova perspectiva de Comunicação Global, principalmente em meio ao momento vivido atualmente, o qual enfrenta-se a pandemia do novo coronavírus, ocasiona uma considerável mudança na forma das relações.

Tais mudanças foram sentidas não apenas nas relações pessoais, mas impactaram diretamente em diferentes âmbitos, como o comercial e corporativo.

Nesse sentido, acompanha-se então a percepção das organizações sobre essa nova forma, e a Receita Federal do Brasil, RFB, como uma organização pública, vem usufruindo dos canais online para divulgação de informações importantes, como foi o caso do uso de seu canal na plataforma Youtube. 

Para se ter uma ideia, a RFB promoveu um Webinar, apresentado pelo subsecretario-geral da Receita e demais colaboradores, fundamental para o entendimento do tempo de importação, com base no levantamento intitulado TRS – Time Release Study.

Uma análise sobre o Time Release Study e outros canais

O TRS, ou Estudo Tempos – Importação, trouxe não apenas informações sólidas a respeito da liberação e cadeia logística, bem como diversas outras fontes de consultas e temas interessantes a se explorar.

Entretanto, o que ficou claro no posicionamento de todos os envolvidos no Webinar realizado pela RFB, abrangendo figuras do setor público e privado,  foi  que, além de apontar fatores sensíveis para melhoria de performance no desembaraço aduaneiro de Importação, ações e soluções já estão em andamento, colaborando para novas perspectivas do Brasil no cenário de Importação.

Entre os temas citados, chamo atenção para um outro canal interessante de acompanhamento, o Fórum Consultivo OEA, disponível no site da Receita Federal.

Nele, é possível acompanhar informações e dados sobre ações inerentes a demandas apresentadas pelos operadores certificados como OEA (Operador Econômico Autorizado) ou por envolvidos relativos ao programa OEA.

receita Federal

Também foi citado o CCT – Modal Aéreo, sistema informatizado para interação entre os transportadores, agentes de carga e recintos aduaneiros no portal do Siscomex, disponível em sua primeira versão para teste em ambiente de treinamento em abril de 2020.

Ademais, o tema final de atenção e tão mais importante foi o PCCE (Pagamento Centralizado de Comércio Exterior), o qual já é possível, por parte do Importador, efetuar procedimento de liberação de aduana por meio de um único canal.

Por outro lado, como desejo idealizador da Secretaria da Receita Federal, se tornar o único canal de pagamentos de taxas e tributos, federais e estaduais, permitindo o fortalecimento e a possibilidade de redução e otimização nos tempos de importação ou até mesmo desvinculando os pagamentos dos impostos da parte logística.

A conclusão em um mundo globalizado

Considerando os resultados analisados, é possível assimilar novas perspectivas para o futuro da importação?

Vale lembrar que a transformação digital vem mostrando sua importância e impactos no Comércio Exterior, e um ponto que comprova essa afirmação é a nova forma da Receita Federal de se comunicar com os profissionais da área.

É necessário entender que as plataformas digitais, principalmente as redes sociais, já são realidade para grande parte da população. No Brasil, 66% da população utiliza esses meios, de acordo com o Digital in 2019.

Aliás, a tendência é que este número aumente e, por isso, a comunicação da Receita Federal por meio do Youtube vem se mostrando cada vez mais necessária e fundamental.

É possível acreditar que a mesma RFB dos anos de 2010 consiga com base em estudos e aplicações únicas incluir o Brasil em um novo cenário otimista da cadeia de importação? Se esta resposta for “talvez”, ao menos teremos uma forma mais acessível e rápida de analisar e acompanhar esta evolução.

Atualmente, quem não se faz uso de um bom canal no Youtube para se atualizar? A evolução por meio do ambiente online vem revolucionando diversos segmentos. Sua empresa está acompanhando essas transformações?

Por Fernanda Porto, Consultora Funcional na eCOMEX-NSI.