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Reclamações de fraudes com empréstimos consignados crescem 300%

Photo by @Dragana_Gordic / freepik

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O número de pessoas que pediram empréstimos aos bancos e financeiras mais que dobrou no último ano. O aumento do desemprego causado pela Pandemia e a alta nos preços dos alimentos e dos aluguéis fez com que as famílias perdessem poder de compra.

Sem conseguir quitar suas dívidas, 4 entre 10 brasileiros já recorreram aos créditos consignados – estes que são descontados diretamente em folha de pagamento. De acordo com pesquisa da empresa Ahfin, que atua com educação financeira, 84% dos trabalhadores têm problemas para lidar com dinheiro e não conseguem poupar ou investir parte de sua renda.

Com uma demanda tão alta por crédito, surgem no país empresas especializadas em oferecer empréstimos, as chamadas Fintechs. Estima-se que, no Brasil, já existam cerca de mil empresas desta modalidade. No entanto, o número de casos de fraudes aumentou na mesma proporção e reclamações de trabalhadores sobre empréstimos consignados não autorizados tiveram alta de quase 300% em 2021, segundo o portal Reclame Aqui.

Os casos ocorrem, principalmente, por meio de ligações e e-mails e os órgãos de defesa do consumidor não sabem explicar como os golpistas têm acesso aos dados dos clientes. As ligações enganam, também, aposentados e pensionistas, servidores públicos e militares, que só se dão conta de que foram vítimas de golpe quando sacam seus benefícios e percebem a retirada de valores.

O que fazer em caso de fraude?

O primeiro cuidado para não ser vítima do golpe é evitar fornecer senhas e o número do CPF para estranhos. Mas caso ocorra:

É direito da vítima que os valores debitados indevidamente sejam ressarcidos pelos bancos, mas é preciso entrar na Justiça para que a instituição financeira seja processada por danos morais. Por isso, é tão importante guardar extratos e comprovantes de pagamentos indevidos, além de anotar horários de ligações consideradas suspeitas.

Já existem casos no Distrito Federal e em Pernambuco em que a Justiça exigiu que o ressarcimento fosse o dobro do que a vítima pagou mas, na maioria dos casos, o entendimento depende de tribunal para tribunal. As empresas e o próprio INSS também são responsáveis por autorizar esses descontos indevidos e, por isso, estes órgãos devem fazer a confirmação com os beneficiários antes de liberarem empréstimos em folha.

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