Segundo uma pesquisa da Kantar, marca especializada em pesquisa de mercado, as redes socais, como o Facebook, WhatsApp e Instagram, tiveram um crescimento de uso de 40% na pandemia, possibilitando que algumas empresas se mantivessem no mercado e gerassem novas oportunidades de emprego.

A crise mundial de saúde interferiu diretamente na economia, gerando um saldo negativo.

Do início do ano até junho de 2020, foram 34.853 admissões, 42.179 desligamentos e menos 7.326 vagas de emprego abertas em Sorocaba.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da cidade, que também apontam que o setor que mais contratou foi o de serviços, gerando 2.560 admissões no mês, contra 2.605 desligamentos.

Uma das empresas que conseguiu se manter mesmo diante das adversidades foi a JF Gestão de Conteúdo.

A companhia manteve por um período de 150 dias todos os seus funcionários em homeoffice, sem reduzir jornada de trabalho ou salários e, ainda, realizou a contratação de mais dois colaboradores.

“No início disso tudo a minha maior preocupação era ter que demitir e impactar financeiramente na vida da minha equipe. Quando somos responsáveis por um negócio, gerenciamos vidas também”, diz Juliana Ferraz, proprietária e diretora de comunicação da JF Gestão de Conteúdo.

Assim como a maioria das organizações, a empresa da Juliana também teve uma baixa de clientes que consumiam seus serviços regulares, como o de assessoria de imprensa, por exemplo.

Porém, foi em meio ao surto da Covid-19 que a motivação e a inovação se destacaram como pontos fortes na hora de atender as demandas específicas do momento.

Uma delas foi a valorização do comércio na internet e o fato de que grande parte dos serviços começaram a ser ofertados de forma virtual ou com auxílio de equipamentos tecnológicos.

Essa valorização, por sua vez, pode ser percebida em alta na bolsa de valores em ações de empresas do ramo tecnológico e comunicacionais.

De acordo com a empresa eMarketer, também especialista em pesquisa de mercado, a estimativa é de que o número de usuários na internet chegue perto de 1,5 bilhão de pessoas, o que equivale a 21% do planeta Terra conectado em alguma rede social.

“Com a pandemia, as empresas tiveram que se adaptar e oferecer um atendimento online. As redes sociais se transformaram em vitrines essenciais para a sobrevivência do comércio neste período, por isso, criamos serviços específicos para ajudar os empresários que antes não optavam por este tipo de investimento”, comenta Juliana.

Esta nova oferta de serviços levou a empresa, que já realizava o serviço de social media, a criar opções personalizadas e com custo-benefício acessível aos novos clientes. 

E foi justamente este novo escopo de trabalho que gerou a necessidade de contratar mais um publicitário. Luis Filipe Riskallah conta que ficou surpreso, pois não esperava arranjar um emprego em meio a pandemia.

“Me senti muito privilegiado por esta vaga, realmente não estava esperando. Minha sorte foi o aumento pela busca de soluções pontuais em comunicação que acabaram se tornando uma necessidade do mercado. A JF inovou, e hoje é um lugar muito bom de trabalhar, espero crescer aqui e fazer parte da equipe por muito tempo”, comenta o publicitário.

Mas não foram apenas as demandas de criação de peças publicitárias que aumentaram, as produções de textos também ampliaram, gerando outra oportunidade de trabalho na área de jornalismo. 

“A satisfação de ter que contratar mais profissionais, vendo que estamos passando por essa tempestade, gera sentimentos que não tenho nem palavras para expressar”, diz Juliana.

A jornalista Acácia Paes ficou desempregada justamente por conta da pandemia, mas também foi através dela que a profissional conquistou uma nova oportunidade de trabalho.

“Fiquei assustada no primeiro momento, mas embora seja uma realidade bastante delicada, eu estava esperançosa em conseguir uma boa oportunidade cedo ou tarde. Ter essa chance me deu um mix de sentimentos: surpresa, felicidade e gratidão”, conta Acácia.

A gestora da empresa diz que o segredo da JF foi não ficar engessada esperando as coisas melhorarem.

“Não havia tempo, é agora! Acredito que a comunicação é essencial para as empresas e profissionais em geral, nosso grande diferencial neste momento foi buscar soluções para as dificuldades junto ao cliente e, assim, realizarmos um trabalho de destaque”, finaliza a jornalista.