Escritórios de advocacia que atendem ações trabalhistas buscam alternativas para evitar que a queda no número de processos tenha impacto em seus negócios. Diversificar as áreas de atendimento e focar em consultoria são algumas delas. Entre dezembro de 2017 a fevereiro deste ano, o número de novas ações caiu 48,3% em relação ao mesmo período anterior.

Logo após a aprovação da lei da terceirização, há um ano, e à espera da reforma trabalhista, o escritório Crivelli Advogados Associados, que atendia apenas demandas de trabalhadores e sindicatos, especialmente na área bancária, decidiu diversificar a atuação e entrou também nas áreas de previdência e saúde.

“Nos antecipamos”, diz o sócio-fundador Ericson Crivelli, que também prestará assessoria na área de direito coletivo. O advogado diz que está investindo em novas tecnologias e instalou um programa que permite aos clientes acompanhar seus processos online, incluindo análises e possíveis desdobramentos do caso.

O Peixoto & Cury Advogados, com escritórios em São Paulo, Campinas, Rio e Nova York, também está reforçando a área de consultoria e contratou mais especialistas. O sócio Carlos Eduardo Dantas Costa diz que, em março, houve grande demanda de empresas buscando informações sobre o recolhimento da contribuição sindical de todos os trabalhadores.

A reforma acabou com o pagamento compulsório e determinou que cada funcionário tem de optar pelo desconto em folha. Vários sindicatos, contudo, tentam garantir o recolhimento com aprovação em assembleias. Costa informa que também há grande procura por consultoria sobre negociações trabalhistas com base nas novas regras.

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