Risco de surto mundial de varíola do macaco é real segundo OMS

Organização Mundial de Saúde alerta sobre um possível surto da doença

Com mais de mil casos de varíola do macaco confirmados em 29 países fora da África, a Organização Mundial de Saúde (OMS), admitiu que existe sim um risco de surto mundial da doença, mas ao nível moderado.

Vale lembrar que o Brasil já registrou o primeiro caso da doença em São Paulo, o paciente é um homem de 41 anos que viajou à Espanha e Portugal e atualmente está em isolamento.

Além disso, a agência de saúde informou que, mesmo com o risco de um surto da doença e com o número de contágios, até o momento não houve nenhuma morte diretamente relacionada à doença.

Sintomas da doença

Os principais sintomas da varíola dos macacos costumam aparecer entre o quinto e vigésimo primeiro dia após a infecção, e duram em torno de duas a quatro semanas.

Dentre os principais sintomas temos:

  • Dor de cabeça;
  • Dor nas costas e muscular;
  • Linfonodos inchados;
  • Arrepios;
  • Febre;
  • Erupções cutâneas que podem ser manchas, lesões ou bolhas.

Recomendações da Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), elaborou uma série de recomendações que devem ser adotadas nas unidades de saúde pelo país para que seja possível lidar com suspeitas da varíola dos macacos.

A lista elaborada pela Anvisa consta em uma nota técnica que foi publicada na semana passada, onde o órgão pede o isolamento dos pacientes suspeitos de infecção e o uso de máscaras por quem teve contato com o paciente.

Para profissionais de saúde, a recomendação é da adoção de EPI completo para evitar a exposição a sangue, fluidos e secreções corporais.

Ainda conforme nota, também é recomendado a necessidade de higienização das mãos, desinfecção de instrumentos médicos e limpeza de superfícies em ambiente hospitalar.

Dessa maneira, caso o diagnóstico seja positivo, a Anvisa orienta que se deve rastrear e identificar as pessoas que estiveram em contato próximo com o paciente.

Dessa forma, uma vez identificadas, essas pessoas devem ser monitoradas a cada 24 horas, durante o período de 21 dias, visando constatar a presença de sintomas da doença.

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