Salário Mínimo: saiba qual será o valor em 2023

Para o ano de 2023, o salário mínimo terá um aumento de 6,77%, subindo de R$ 1.212 para R$ 1.294

Atualmente o salário mínimo dos brasileiros está em R$ 1.212, e já não consegue ser o suficiente para que o cidadão possa arcar com suas despesas normais do dia – a – dia. A inflação vem sendo a grande inimiga da população.

Para o ano de 2023, o salário mínimo terá um aumento de 6,77%, subindo de R$ 1.212 para R$ 1.294. O valor foi determinado depois que o Congresso Nacional aprovou na terça-feira (12), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023, que serve de base para a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Embora suba para o valor de R$ 1.294, o reajuste está abaixo da inflação prevista para este ano. Economistas do mercado financeiro preveem que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)  deve fechar o ano com alta de 7,67%, de acordo com o Boletim Focus, do Banco Central.

De acordo com o documento enviado ao Congresso, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) está estimado para 2023, 2024 e 2025 em 2,5%. Já a taxa Selic tem uma previsão de 10% em 2023, 7,7% em 2024 e em 2025, 7,1%.

Ficou obrigatório a reserva de recursos para o orçamento secreto e os parlamentares também abriram a possibilidade de o Legislativo definir qual projeção usar para a inflação, que corrige o teto de gastos (regra que limita o crescimento das despesas do governo). Na Câmara, foram 324 votos a favor e 110 contra. No Senado, o placar foi 46 a 23.

Inflação

A inflação acelerou em junho e registrou alta de 0,67%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 8 de julho, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta no mês foi puxada principalmente pela alimentação fora de casa e pelos planos de saúde. A variação em doze meses chega a 11,89%.

No mês de junho a inflação no país foi de 0,67%. É a maior alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) para o mês desde junho de 2018. Em maio passado, a inflação havia sido de 0,47%. 

No acumulado de 12 meses, a inflação subiu para 11,89%. Em maio já tinha sido registrado 11,73%. Esse índice registra dois dígitos desde setembro de 2021.

Os vilões

Os vilões responsáveis em estimular a inflação foram o consumo de alimentos fora de casa, que teve uma alta de 1,26%. Os planos de saúde, com uma alta de 2,99%. Por exemplo, as refeições tiveram um aumento médio de 0,95%, já os lanches subiram 2,21%. No geral, o setor de alimentos e bebidas teve aumento de 0,80%.

Os planos de saúde também mexeram com o orçamento do brasileiro. Eles tiveram uma alta de 2,99% devido ao reajuste de até 15,50% autorizado pela Agência Nacional de Saúde (ANS) em modalidades individuais.

O que criou um impacto individual no IPCA em junho deste ano: 0,10 ponto porcentual, impulsionando alta de 1,24% na categoria de saúde e cuidados pessoais.

De acordo com cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o valor do salário mínimo deveria ser bem maior, R$ 6.527,67 em junho para dar conta das necessidades básicas de uma família composta por quatro integrantes.

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