Selic a 3,5%: O que fazer com as aplicações financeiras?

Ricardo Czapski, assessor de investimentos da WFlow, explica que a alta traz um contexto animador para os investidores.

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Como já esperado pelo mercado financeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou novamente a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 2,75% para 3,5% ao ano.

Especialistas ainda projetam uma terceira alta de 0,75 ponto percentual na próxima reunião, em junho.

O Copom justificou o aumento como um processo de normalização parcial da taxa de juros, mas frisou que “não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”.

Para Ricardo Czapski, assessor de investimentos da WFlow, tal cenário é interessante para o investidor.

Designed by @katemangostar / freepik
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“Com esta movimentação do Comitê, os títulos da dívida pública, que dentro de uma hierarquia de risco são os menos arriscados, devem apresentar uma rentabilidade maior que a atual. O que também acontece com os rendimentos da renda fixa pós-fixadas, que são indexadas a Selic”, explica o assessor.

 Entretanto, Czapski destaca a importância de ficar alerta antes de qualquer aplicação.

“Para minimizar os riscos, a carteira tem que ter ativos diversificados – sem depender apenas da taxa de juros. Além disso, busque sempre um assessor de investimentos que irá te auxiliar na estruturação de uma carteira que traga bons retornos, de acordo com o seu perfil e objetivos”.