A Receita Federal está se tornando, literalmente, um caso de polícia. Depois de investigações sobre os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, dois servidores decidiram investigar o presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família. Há indícios de que a RF está sem controle, ou sob o controle de grupos político-ideológicos.

O “Estadão” destaca que “a Receita Federal identificou que dois servidores do órgão acessaram de maneira irregular dados fiscais do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes de sua família. A Receita não informou quais outros integrantes da família tiveram seus dados acessados”, possivelmente são seus filhos.

A Receita Federal, por meio de uma nota, relatou que uma sindicância está apurando o que realmente aconteceu. A RF “concluiu que não havia motivação legal para o acesso. O órgão notificou a Polícia Federal e abriu procedimento para apurar a ‘responsabilidade funcional’ dos envolvidos”.

As investigações foram feitas em Campinas (SP) e Vitória (ES). O servidor do Espírito Santo prestou depoimento à Polícia Federal.

Odilon Ayub Alves, servidor da Receita, usou o sistema da Receita para verificar informações de Bolsonaro. A deputada federal Norma Ayub (DEM), sua irmã, atribui o fato a uma “infantilidade”. Por ser “eleitor doente” do presidente, não teria o objetivo prejudicá-lo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, (DEM-RJ) considera o ato dos servidores como “gravíssimo. A Receita deveria abrir logo procedimento para” afastar os funcionários “do serviço público”, disse o parlamentar ao “Estadão”.

O deputado federal Delegado Waldir Soares, líder do PSL na Câmara, disse ao jornal estão tentando articular um “terceiro turno” eleitoral. Porque estariam investigando supostamente “casos de corrupção”. “Isso mostra que as eleições não acabaram e há algumas pessoas que estão em busca de um terceiro turno. Bolsonaro vai ser alvo o tempo todo. Ao trazer o ministro Sergio Moro para o Ministério da Justiça, ele realmente deu um tiro de mestre, acertou o alvo, mas ao mesmo tempo trouxe a raiva da oposição e de outros setores.”