A economia brasileira foi diretamente afetada pela pandemia do novo coronavírus, mesmo já apresentando sinais negativos no final de 2019.

Com os comércios, escritórios, bares e restaurantes fechados, viagens e eventos suspensos e aulas online, a população não só precisou se adaptar a passar mais tempo em casa, como também viu, em algumas situações, as receitas caírem.

Ainda assim, alguns setores apresentam índices de recuperação, como o de aluguéis de carros.

Um levantamento da Ágora Investimentos explicitou a possibilidade de que a locação de veículos, seja para lazer ou negócios, se transforme em uma tendência do “novo normal”.

“Uma maior desaceleração econômica em comparação com outras economias poderia levar as pessoas a evitar a aquisição de um carro novo”, explicou a corretora.

Neste cenário, o setor de locação está otimista com a retomada, ainda que tenha apresentado uma queda de mais de 90% nos aluguéis de carros ao longo da pandemia, segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA).

Para Paulo Miguel Júnior, presidente da entidade, mesmo com a queda, o setor de locação terá uma retomada mais rápida do que as demais áreas, já que as medidas de restrição continuam válidas e a população terá receio da doença, pois ainda não há comprovações dos efeitos dela no corpo ou da medicação ideal para o seu tratamento. 

“Antes da pandemia, já havia uma tendência de deixar de ter carro próprio para usar transporte coletivo ou compartilhado e até a locação de carro em momentos específicos”, explica.

Locação de Carros

“E o que vejo na retomada é que mais pessoas, dependendo de seu rendimento, vão querer migrar do transporte público para o veículo de aplicativo; e os que já usavam o veículo de aplicativo poderão migrar para o aluguel de carros por um ou dois meses, para sair de aglomerações.

Isso pode fazer com que surjam clientes que locadoras não tinham antes”, complementa. 

Para incentivar e tranquilizar os consumidores, empresas de locação de carros têm adotado medidas para evitar a propagação do vírus no momento do negócio.

Economia brasileira 

O efeito registrado na economia não acontece apenas no Brasil.

De acordo com o Banco Mundial, a economia global deve encolher mais de 5%, devido à pandemia de Covid-19.

Entretanto, ela chega em um momento em que o país já apresentava resultados negativos.

Segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil teve um pico de queda nos negócios e, assim, entrou em recessão ao final do primeiro trimestre de 2020, com pouca participação dos efeitos decorridos do isolamento social adotado para a diminuição da taxa de contágio.