Um dos mercados mais promissores do mundo é sem dúvidas a indústria farmacêutica, baseada em ciência e inovação, faz parte da sua dinâmica o constante investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

A indústria farmacêutica representa um oligopólio diferenciado, em que empresas globais investem em média de 12% a 16% de seu faturamento em P&D. Essas organizações estão localizadas principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão. De acordo com levantamento realizado pelo QuintilesIMS Institute, em 2015, o mercado farmacêutico alcançou a marca de US$ 1,1 trilhão.

Segundo dados fornecidos pela Interfarma, no Brasil, em 2015, o mercado farmacêutico teve um faturamento de R$62 bilhões, o sétimo no mercado mundial. Para Marcelo Viana, consultor da T4 Consultoria, dentre os caminhos para se obter financiamento para o setor farmacêutico, está o apoio junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social):

“Há uma linha específica, por exemplo, chamada BNDES Finem – Produção de fármacos e medicamentos. É possível por meio dessa linha obter financiamento a partir de R$10 milhões com o intuito de desenvolver, modernizar e ampliar a capacidade produtiva de fármacos”, acrescenta.

Essa linha do BNDES também é voltada para a modernização e implementação de melhorias na estrutura organizacional, administrativa, de gestão, comercialização, distribuição e logística da empresa. Além disso, também financia atividades que envolvam o desenvolvimento e testes necessários para a obtenção de registros e certificações de produtos.

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“É importante verificar quais são os itens financiáveis por essa linha, além disso, é possível também a obtenção de capital de giro desde que associado a negócios que sejam financiáveis dentro dessa linha”, esclarece o consultor.

Financiamento para o setor farmacêutico no Brasil

É fundamental entender algumas questões em relação à indústria farmacêutica no Brasil. Um dos pontos é que o financiamento para o setor farmacêutico via BNDES ainda é considerado insuficiente quando se leva em conta a demanda do setor em relação à pesquisa e desenvolvimento.

Por outro lado, nos últimos anos, o setor de genéricos tem ganhado cada vez mais espaço no mercado. Em 2017, por exemplo, esse mercado foi o responsável por 13,2% do faturamento nas vendas de medicamentos das farmácias e 32,5% das unidades vendidas.

O governo brasileiro, por meio do BNDES, por exemplo, endossa o discurso de que dentre as suas prioridades está o apoio por meio do financiamento para o setor farmacêutico, favorecendo a expansão de investimentos e de novos medicamentos.

Quando a linha do BNDES ainda se chamava Profarma – Inovação, em uma avaliação do ano 2004 a 2013 houve apoio de R$ 4,6 bilhões em 110 operações diretas, de financiamento reembolsável, não reembolsável e de participação acionária.

A competição no segmento de genéricos e a capitalização das empresas no Brasil foram essenciais para o desenvolvimento de novas estratégias de inovação no setor. Dentre as possibilidades estratégicas identificadas no setor, estão:

  • Desenvolvimento interno de inovações incrementais;
  • Busca por novas competências a fim do alcance da inovação radical no exterior;
  • Foco na produção de princípios ativos específicos e de maior valor agregado;
  • Análise frequente das oportunidades geradas pela rica biodiversidade brasileira.

No cenário de oportunidades, vale o destaque para a biotecnologia moderna (um novo caminho que tem sido traçado pela área tecnológica da indústria farmacêutica). Os medicamentos biotecnológicos representam sete dos dez produtos mais vendidos no mercado farmacêutico.

“O que é importante destacar quando se fala em financiamento para o setor farmacêutico é que a grande concorrência é a força propulsora para o crescimento de negócios nesse segmento. As indústrias têm literalmente corrido para desenvolver e registrar produtos concorrentes”, explica o especialista.

Além do aspecto tecnológico com foco na expansão industrial, há também um valor social nessa estratégia de inovação, já que o acesso a produtos biotecnológicos ainda é limitado, sendo oferecido principalmente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Outro ponto importante na área da saúde são as startups de saúde. A Startup GnTech, por exemplo, atua no ramo na farmocogenética, que permite a análise da interferência dos genes no metabolismo, o que possibilita para o médico a prescrição do medicamento e dosagem ideais para cada pessoa.

Outro exemplo importante de inovação na área da saúde é o da startup Hi Technologies, criada por estudantes da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), o que essa startup faz é utilizar o recurso da Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) no processo da análise do sangue.

 “É essencial que a indústria analise, dentro do que deseja fazer, quais são as possibilidades de financiamento para o seu setor de atuação. Governo, exterior, financiamento específico, ou de repente, linha para capital de giro que contemple o seu segmento de atuação”, orienta Viana.

A grande competitividade no setor e a chegada de novas tecnologias confere grandes oportunidades de crescimento ao setor.

“Se houver por parte da indústria, dificuldades no momento de decidir o melhor caminho para se obter financiamento para o setor, procurar o auxílio de uma consultoria especializada pode ser indicado”, conclui.

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