Surdez na terceira idade: Saiba como trata-la

Perda da audição atinge um quarto dos idosos até 70 anos

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O Dia do Surdo é comemorado anualmente em 26 de setembro, este dia foi escolhido para representar a luta da comunidade surda brasileira por ser a data da criação da primeira escola de surdos no Brasil. 

A perda de audição é um problema grave que se intensifica com a idade, 25% das pessoas de 55 à 65 anos têm problemas na audição, o número chega a quase 50% na população com mais de 70 anos.

Dra. Rita Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista, explica que a surdez na terceira idade faz parte do processo degenerativo relacionado ao envelhecimento natural do indivíduo.

“A partir da quinta ou sexta década de vida, a pessoa não ouve com a mesma perfeição  de quando tinha 20 anos, devido à morte de algumas células auditivas.

Entretanto, componentes genéticos e fatores de risco específicos como diabetes, pressão alta, tabagismo e uso excessivo de álcool podem acelerar esse processo denominado presbiacusia”, analisa a doutora.

Um dos sintomas iniciais que merece atenção surge quando o idoso sente dificuldade, por exemplo, em falar ao telefone ou tem a sensação de que não consegue compreender bem as palavras que lhe são ditas.

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Chamada de presbiacusia, a perda auditiva na terceira idade leva os idosos a ouvir apenas frequências menores que 2000 Hz, muito menos que 20000 Hz de limite que possuíam na infância.

O idoso ainda não tem uma forma de cura da perda auditiva, mas com o uso do aparelho auditivo ou do implante coclear –  que consiste na inserção de eletrodos no ouvido interno, estimulando os neurônios que realizam a interpretação dos sons – já existem chances para melhorar a audição dos velhinhos.

Muitas pessoas demoram muito para procurar o atendimento de otorrinolaringologista, tanto pelo curso incerto da doença, quanto pelo estigma de utilizar um aparelho auditivo.

Mas é extremamente importante não deixar de procurar médico, pois a presbiacusia tem prevenção e tratamento, quanto mais rápido é percebida, melhor.

Por Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)