A taxa básica de juros da economia brasileira, SELIC, foi reduzida de 3% para 2,25% ao ano, queda de 0,75%, pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

“Essa queda implica diretamente nos fundos de renda fixa, referenciados como DI, que aplicam percentuais próximos a 100% do patrimônio em títulos públicos, no qual podem render cerca de 2,25% ao ano, sem conta a taxa de administração”, explica Paulo Cunha, sócio fundador da iHUB Investimentos.

Para exemplificar esse cenário econômico, o profissional explica que se há uma taxa de administração de 1% a.a, ao subtrair 2,25% dos rendimentos, o percentual de rentabilidade pode chegar a 1,25% ao ano.

“Nesse momento é importante se atentar ao percentual da taxa de administração que os fundos DI cobram, para não cair em um cenário rentável próximo a 0%, podendo ser comparado com um rendimento até abaixo da poupança”, comenta Cunha.  

O mercado prevê mais um corte na taxa SELIC, cerca de 0,25%, com previsão de terminar o segundo semestre com taxa próxima a 2%.

“Caso esse cenário aconteça, teremos  um juros extremamente baixo, no qual afeta diretamente a renda fixa, que ficará ainda menos atrativa para os investidores”, finaliza Cunha.

Por Paulo Cunha é sócio fundador da iHUB Investimentos, empresa especializada em assessoria de investimentos, com mesa de operação atuante em ações, derivativos e câmbio em tempo real.