Uma boa negociação pode ser a solução financeira do seu negócio

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Quem resolve empreender no Brasil sabe que não é tarefa fácil.

A própria complexidade inerente à operação de uma empresa mistura-se a questões econômicas e tributárias externas, fazendo o empresário ter atenção máxima a todos os detalhes.

A partir de março, mais uma peça entrou nesse tabuleiro, dificultando as jogadas das empresas: a pandemia de covid-19.

O avanço rápido da doença provocou uma onda de incertezas, congelando investimentos e diminuindo receitas em muitos setores.

Justamente nessas horas que é preciso demonstrar uma habilidade imprescindível na arte de empreender: a negociação.

Com mais de cinco meses de pandemia, e números de infectados e de mortes que teimam em não diminuir, os empreendedores começam a demonstrar adaptação ao novo cenário, buscando alternativas para sobreviverem ao momento difícil e, claro, crescerem assim que possível.

A pesquisa Pequenos negócios e o enfrentamento da crise do coronavírus, realizada pelo Sebrae, aponta, entre outras tendências, a operação mais sustentável, com foco na produtividade e sem desperdício financeiro, bem como a ampliação de parcerias com fornecedores e parceiros.

É a medida mais adequada à realidade que as empresas de diferentes segmentos e tamanhos estão encarando atualmente.

Quando o presente é desafiador e o futuro, incerto, quais são os próximos passos no tabuleiro corporativo? O erro aqui é imaginar que se deve caminhar sozinho entre as adversidades.

A ordem agora é rediscutir contratos, realocar investimentos e readequar os planejamentos às novas demandas – algo que só é possível quando as organizações se unem em busca de soluções em conjunto que atendam a todas as partes envolvidas.

Não há como manter projetos e acordos estabelecidos antes da pandemia diante das transformações que a doença está provocando em todo o mundo.

Prazos de pagamentos e de processos podem – e devem – ser renegociados e estendidos, permitindo que todos possam se adequar aos novos desafios.

Fornecedores de soluções tecnológicas devem buscar um caminho em comum com seus clientes, garantindo haver o mínimo de problemas para todos.

Fala-se tanto em “novo normal” nas relações de trabalho e nos modelos de negócios, então por que a parte operacional deveria continuar no jeito “antigo”?

O ditado popular nunca pareceu tão verdadeiro quanto agora: em tempos de pandemia, é melhor ter um pássaro na mão do que dois voando.

Melhor do que insistir em manter um planejamento financeiro feito antes da pandemia, com todo o desgaste que isso pode causar no relacionamento com seus stakeholders e na própria imagem da marca, é apostar na aproximação com essas empresas, reforçando a preocupação do negócio com a rentabilidade de toda a cadeia e, mais importante, mostrando-se disposto a agir em prol de um bem comum ao setor em que atua.

Fazer uma boa negociação é o objetivo de qualquer empreendedor – e matéria-prima necessária para o sucesso da organização.

Contudo, é preciso reconhecer que a negociação só é boa quando traz vantagens a todas as partes envolvidas.

Essa premissa já era obrigatória em situações normais e torna-se essencial agora.

Quando há mais dúvidas do que certezas no futuro, o melhor é sentar, se aproximar de seus parceiros e entender o que pode ser mudado para não prejudicar ainda mais a rentabilidade de toda a cadeia.

Juntos fica mais fácil superar as adversidades que surgirão no caminho.

Por Henrique Carbonell, Sócio-fundador da Finanças 360º, empresa especializada em sistema de gestão financeira com conciliação automática de vendas por cartão para o pequeno e médio varejo.

Sobre a F360º  

Fundada em 2013 por Henrique Carbonell, Fernando Carbonell e Luiz Fernando Payolli, a F360º é uma startup com a missão de transformar a gestão de varejo de franquias e do pequeno e médio varejista, desenvolvendo a melhor ferramenta de gestão do Brasil.