Vacina contra Covid-19 da Moderna será lançada no Reino Unido a partir de abril

Boris Johnson pede cautela enquanto a Inglaterra entra na segunda fase de flexibilização do lockdown.

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A vacina contra o coronavírus da Moderna será lançada no Reino Unido a partir do próximo mês, anunciou o governo no domingo, enquanto alertava o público para permanecer cuidadoso antes do fim de algumas restrições na Inglaterra.

A partir desta segunda-feira, 29, a Inglaterra entrará na segunda fase de flexibilização do bloqueio.

A ordem de “fique em casa” será suspensa, os esportes organizados ao ar livre serão retomados e as pessoas poderão se reunir ao ar livre em grupos de até seis ou no máximo duas famílias.

“Devemos permanecer cautelosos, com casos aumentando em toda a Europa e novas variantes ameaçando nosso lançamento de vacina”, disse o primeiro-ministro Boris Johnson.

“Todos devem continuar a cumprir as regras, lembrar de higienizar as mãos, o rosto, o ambiente e se apresentarem para tomar vacina quando forem chamados.”

O secretário de Cultura Oliver Dowden confirmou que a vacina da empresa americana Moderna deveria ser administrada pelo Serviço Nacional de Saúde (National Health Service [NHS]) a partir de abril.

O Reino Unido encomendou 17 milhões de doses da vacina de duas doses, que foi aprovada pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde em janeiro, com eficácia de 95% na prevenção da doença.

É a terceira vacina contra o coronavírus a ser lançada no Reino Unido após as vacinas da BioNTech/Pfizer e Oxford/AstraZeneca.

Apesar das recentes preocupações com os suprimentos, o governo disse que seria capaz de oferecer uma segunda dose dentro de 12 semanas e continua confiante em sua capacidade de imunizar todos os adultos até o final de julho, disse Dowden ao The Andrew Marr Show da BBC no domingo.

“Sempre soubemos que haveria altos e baixos em termos de implantação da vacina”, disse ele.

“Estávamos avançando há algumas semanas, e agora tem diminuído um pouco a velocidade, mas isso não abala nossa confiança de que seremos capazes de vacinar aquele grupo crucial, os acima de 50 anos, até meados de abril.”

Mais de 30 milhões de pessoas em todo o Reino Unido já foram vacinadas com sua primeira dose, enquanto 3,5 milhões receberam sua segunda injeção.

Espera-se que a introdução da vacina da Moderna, no próximo mês, alivie a pressão sobre o fornecimento de vacinas para menores de 50 anos, que foram alertados de que suas vacinas podem ser adiadas.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O secretário de saúde, Matt Hancock, disse este mês que o fornecimento seria mais restrito após atrasos na entrega da vacina AstraZeneca de Oxford, feita pelo Serum Institute of India.

Testar novamente um lote de 1,7 milhão de doses de vacina também afetaria o fornecimento, disse o secretário de saúde à Câmara dos Comuns do Reino Unido.

Excesso de vacinas

No fim de semana, um grupo de instituições de caridade importantes, incluindo a Save the Children (Salve as Crianças), pediu a Johnson que esclarecesse se o governo doaria vacinas excedentes para países de baixa e média renda.

O secretário de cultura disse à Sky News que a prioridade do governo era administrar vacinas dentro do Reino Unido.

“Se chegarmos ao ponto de  termos um excesso de vacinas, decidiremos sobre a destinação desse excesso”, disse.

Os comentários de Dowden foram feitos enquanto o governo anunciava o novo “regime de testes sob medida” do Reino Unido para vários viajantes, incluindo transportadores, tripulantes de aeronaves e trabalhadores agrícolas sazonais.

A partir de 6 de abril, esses trabalhadores que viajarem para a Inglaterra de fora do Reino Unido por mais de dois dias deverão fazer um teste de coronavírus no máximo 48 horas antes de sua chegada, seguido por outro teste a cada 72 horas enquanto estiverem no país.

As pessoas estarão sujeitas a multas de até £ 2.000 se não cumprirem.

Dowden disse que o governo está preocupado com o aumento da taxa de infecção por coronavírus na Europa e que, apesar da suspensão de algumas restrições na Inglaterra e no País de Gales, as pessoas devem permanecer cautelosas.

“Isto não é uma carta branca para todos, é uma amenização limitada que testaremos o impacto nas próximas quatro semanas”, acrescentou.

Conteúdo traduzido da fonte Financial Times por Wesley Carrijo para o Jornal Contábil