Desde que iniciou o projeto SPED – Sistema Público de Escrituração Digital, vivemos no mundo das obrigações. O SPED passou a frequentar diariamente a vida dos contadores. Em cada dia existe uma obrigatoriedade de um SPED diferente.

Anteriormente ao ECD – Escrituração Contábil Digital, o contador, cuidadosamente elaborava o Plano de Contas, para demonstrar ao empresário os resultados do seu negócio, que era registrado em Livro Diário. Hoje, é preciso transformar o Plano de Contas Individual, criado dentro das Normas Brasileiras contábeis e as normas Internacionais, em um Plano de Contas Referencial da Receita Federal para transmitir o arquivo gerado.

Para esta transmissão, ainda é preciso o Validador desde arquivo. Isto, porque o Sistema da Receita Federal não interpreta os sistemas que estão disponíveis no mercado. O custo de transformar a escrituração comercial em escrituração digital é todo do contador.

Extinguiu-se a DIPJ passou a ser feito o ECD e passamos então a elaborar a ECF – Escrituração contábil Fiscal. Esta, por sua vez, recebe parte do arquivo encaminhado ao ECD, acompanhado das informações que eram realizadas na DIPJ. Ou seja, extinguiram-se uma e criaram outra mais complexa e com informações em duplicidade, porque Plano de Contas; Plano de Contas Referencial; Balanços; e Demonstrações, fazem parte da ECD. Nesta fase, já apresentamos EFD Contribuições, EFD ICMS e IPI, ou seja, os impostos estão ali declarados.

Ainda bem que somos contadores e conseguimos entender a sistemática, porque os empreendedores neste caso querem apenas saber, quanto devem pagar ao fisco e ponto!

Além destes ainda temos a NF-e, NFS-e, CT-e, NFC-e o MDF-e. Os contribuintes muitas vezes não têm condições de manter em seu estabelecimento um equipamento para a emissão dos documentos fiscais, e estes são exigidos pelos órgãos fiscalizadores e arrecadadores dos Estados e Municípios. Então, novamente o contador, que tem que orientar o cliente da necessidade e das multas aplicadas ao não cumprimento destas obrigações.

Pensando em orientação, ainda temos por ai e-Financeira e e-Social, este ultimo com obrigações que dificultam o relacionamento empregador-empregado.

Por isto, vivemos no mundo do SPED e sonhamos com o mundo desburocratizado e com alto nível de conhecimento dos órgãos envolvidos na arrecadação e fiscalização das entidades publicas e privadas.

Suely Maria Marques de Oliveira –  Página da Colunista: https://www.jornalcontabil.com.br/?team_member=suely-maria-marques-de-oliveira