Ninguém gosta de pensar na morte, mas não tem como ignorá-la, a hora chega para todo mundo e   planejar agora o que será feito com os nossos bens quando deixarmos de fazer parte deste mundo pode ser uma boa ideia. Entretanto, atualmente, poucas pessoas incluem no quesito bens seus dados e recursos digitais.

Apesar disso, essa é uma situação que deve mudar. A quantidade de dados que nós estamos gerando com o passar do tempo está crescendo significativamente. E não são apenas aqueles que adicionamos conscientemente nessa pilha, como a documentação das nossas vidas nas redes sociais. Cada vez mais aparelhos como smartphones, câmeras e outras tecnologias da internet-das-coisas (IoT) estão salvando, avaliando e guardando nossas informações, na esperança de tornar a nossa vida mais fácil.

Há muitas razões para querer entender o que acontece com os nossos dados depois que morremos. Você pode querer garantir que suas informações privadas continuem privadas ou até possibilitar que outras pessoas façam uso dos seus dados digitais, sejam eles sentimentais ou tangíveis. Entretanto, infelizmente, essa situação pode ser um pouco confusa – principalmente porque, assim como em muitas outras áreas, a legislação ainda não conseguiu acompanhar essas mudanças tecnológicas.

Normalmente, de acordo com os termos e condições com os quais concordamos, nós não estamos comprando a mídia em si, mas a licença para usá-la. Ou seja, essa licença, que é um acordo entre duas partes, morre com o dono.

Se a mídia for guardada como um dado não criptografado em uma máquina, os beneficiários podem conseguir fisicamente a coleção da pessoa que faleceu, mas isso seria, legalmente falando, um material pirata. Nos dias atuais é comum, mesmo com o conteúdo de mídia que as pessoas “possuem” (mas que, na realidade, só têm a licença), os dados serem armazenados e criptografados em serviços de nuvem, impossibilitando o acesso depois que o dono morrer.

Com informações da Forbes.

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