cadastro positivo é como um histórico do comportamento do consumidor. Ele reúne vários dados sobre os pagamentos, empréstimos e financiamentos e dá às instituições mais informações sobre os consumidores – mesmo que eles nunca tenham sido seus clientes.

Em outras palavras: abrir um Cadastro Positivo é como poder carregar por aí uma espécie de “currículo financeiro”. Você apresenta ele na instituição na qual deseja pegar um empréstimo ou pedir um cartão de crédito, por exemplo, e pode ser melhor avaliado de acordo com todo o seu comportamento – incluindo as vezes em que pagou suas contas em dia. 

A grande vantagem do cadastro positivo é que ele dá aos consumidores a opção de ser avaliado pelo conjunto de todos os comportamentos financeiros.

Antes, o comportamento dos consumidores só era registrado para o “lado ruim”, em listas de negativados de instituições como o Serasa. Estar com o “nome sujo” significa ter o nome em listas públicas de mau pagadores – o que dificulta bastante conseguir crédito no mercado. 

Com o Cadastro Positivo, é possível ser reconhecido como um bom pagador e conseguir mais benefícios ou taxas menores nas hora de pedir um empréstimo ou renegociar uma dívida, por exemplo.

Como funciona o Cadastro Positivo?

O Cadastro Positivo é um banco de dados administrado pelo governo com informações geridas por empresas. Ele fica disponível para as instituições financeiras, prestadores de serviços e todos com quem você pode fazer uma transação comercial – ou seja: compras, pegar empréstimos, financiamentos, cartão de crédito, etc. 

Em fevereiro de 2019, foi aprovada na Câmara dos Deputados a proposta que inclui automaticamente os bons pagadores no Cadastro Positivo. 

Até ela ter sanção presidencial, entretanto, o cadastro deve ser feito por cada pessoa no Serasa, seja através do site, agência física ou por carta.  Ou seja: o consumidor tem a opção de abrir ou não o seu cadastro positivo. 

Assim que o Cadastro Positivo for aberto, todas as contas pagas e transações que você realiza começam a ser registradas, criando um histórico de seu nome. Os bancos e instituições com quem você tem um relacionamento são quem repassam esses dados para o Cadastro Positivo.

Especificamente, são analisados os seguintes dados, segundo o SPC:

  • Valor total da compra;
  • Valor das parcelas;
  • Data dos vencimentos;
  • Data dos pagamentos;
  • Valor dos pagamentos;
  • Dados cadastrais do consumidor.

Despesas com fornecimento de água, esgoto, luz, gás, telefone, assistência médica, odontológica, internet, escola, instituições financeiras e administradoras de créditos são as que entram para o histórico, além de financiamentos, empréstimos e compras a prazo. 

Até mesmo quem está com o nome negativado pode entrar para o Cadastro Positivo – as contas que você pagar em dia também entrarão para seu histórico e podem te beneficiar em uma análise mais completa.

Vale a pena abrir Cadastro Positivo?

Além de permitir que os bancos e instituições analisem seu perfil da melhor forma possível, entrar para o Cadastro Positivo ajuda a aumentar seu Score (sua pontuação de crédito, entre 0 e 1 mil que aponta quais são as chances de você pagar uma conta nos próximos 12 meses). 

Com isso, aumentam as chances de conseguir um empréstimo, cartão de crédito e ter outros produtos financeiros aprovados.

Um profissional autônomo que precisar de um financiamento, por exemplo, mesmo que não consiga comprovar uma renda formal, pode conseguir crédito por estar no Cadastro Positivo.

Lembre-se: abrir um cadastro positivo significa permitir que todo o seu comportamento como consumidor seja avaliado – tanto o que for considerado “bom” como o “ruim”.

O cadastro positivo é seguro?

Somente empresas de serviços, comércio e instituições financeiras terão acesso aos seus dados. Eles nunca serão usados para outros fins que não o de analisar seu perfil de pagador e de crédito. 

É possível revisar os dados de seu histórico sempre que necessário – e é também possível excluir seu nome do Cadastro Positivo a qualquer momento.

Conteúdo original Nubank