Contabilidade do Terceiro Setor: como é a sua aplicação nas empresas?

Este setor é voltado para entidades sem fins lucrativos, mas que precisam prestar contas de suas atuações

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A contabilidade dispõe de um amplo ramo de atuação. Entre eles, encontra-se o Terceiro Setor. Mas o que seria isso? Nunca ouviu falar?

Bom, se você acha que a contabilidade só serve para pessoas jurídicas e para empresas que geram lucro, está enganado! Embora essa seja sua aplicação mais conhecida pelo público em geral, está equivocado quem pensa assim.

O terceiro setor se caracteriza por entidades sem fins lucrativos e que têm como objetivo promover ações de interesse público e/ou social.  Afinal, essas organizações também precisam de uma área contábil.

Devido ao seu caráter de utilidade pública, as instituições sem fins lucrativos devem ter a contabilidade como aliada para manter a organização financeira e comprovar a origem e a aplicação dos recursos que suas atividades envolvem. Caso contrário, seu enquadramento e sua função social podem ser colocados em dúvida.

As iniciativas privadas com objetivos sociais e sem fins lucrativos – sejam elas ONGs, associações, entidades, partidos ou fundações – prestam serviços de caráter público e, por isso, devem comprovar a origem e também a aplicação dos recursos que dispõem para as atividades que exercem.

Assim, as organizações do terceiro setor devem ser transparentes e confiáveis para com a sociedade e o governo, para conseguir alcançar um maior número de pessoas e atingir o bem-estar social a qual está ligada – atividades culturais, filantrópicas, esportivas, recreativas, religiosas ou artísticas.

Todavia, a prestação de contas é diferente e específica para este setor. Quer saber mais? Acompanhe!

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Como a contabilidade é aplicada no terceiro setor?

Primeiro é importante entender que o terceiro setor tem isenções e redução de tributos pelo governo. São eles: isenção do recolhimento do COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), imunidade de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, imunidade de contribuições sociais para entidades de assistência social, alíquota de 1% sobre a folha de pagamento para recolhimento de PIS (Programa de Integração Social) e imunidade do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) de acordo com a Lei 9.532/1977.

Além disso, o lucro ou prejuízo são denominados de forma diferente: superávit ou déficit, respectivamente. Assim, a contabilidade deve redefinir a Demonstração de Lucro ou Prejuízo para Demonstração de Superávit ou Déficit. Em caso de superávit, esse não é redistribuído para os associados, mas sim reinvestido na instituição em forma de manutenção e desenvolvimento das funções sociais.

Dessa forma, o demonstrativo do balanço patrimonial aparece como uma forma de analisar a posição patrimonial e financeira da organização. Nesse caso, a conta de Capital Social – o valor investido pelos sócios da instituição – passa a ser chamada de Patrimônio Social.

Para atender ao controle fiscal, devem-se registrar dados como: remuneração de funcionários, o trabalho dos voluntários e os bens recebidos em forma de doação.

Quais são as demonstrações contábeis do terceiro setor?

Conforme acima citado, as demonstrações contábeis das Entidades do Terceiro Setor são as seguintes:

  • Balanço patrimonial ao final do período;
  • Demonstração do resultado do período de divulgação;
  • Demonstração das mutações do patrimônio líquido;
  • Demonstração dos fluxos de caixa no período de divulgação;
  • Notas explicativas de contabilidade com o resumo das políticas contábeis e outras informações explanatórias.

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Obrigações acessórias do terceiro setor

As entidades que fazem parte do terceiro setor precisam cumprir com algumas obrigações acessórias, entre as principais estão:

  • ECF – Escrituração Contábil Fiscal.
  • ECD – Escrituração Contábil Digital.
  • CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
  • DIRF – Declaração de Impostos Retidos na Fonte.
  • DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais).
  • SEFIP – Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social.
  • EFD – que traz informações de apuração do Cofins, INSS e PIS.
  • RAIS – Relação Anual de Informações Sociais.

Além disso, essas organizações precisam emitir notas fiscais eletrônicas ou de serviços.

Conclusão

Portanto, a contabilidade é uma parte essencial para que o terceiro setor funcione adequadamente. Além de permitir o planejamento e controle das atividades a se desenvolver, ela ajuda na divulgação de resultados e ações para o governo e para o público. Com isso, a prestação de contas faz parte do seu papel social de clareza, credibilidade e bem-estar da população.

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