EUA: Deputado republicano filho de brasileiros mentiu no currículo, diz NYT

Líderes democratas da Câmara pediram a renúncia de Santos

Compartilhe
PUBLICIDADE

Uma reportagem do jornal “The New York Times” desta terça-feira (20), fez suposições de que George Santos, filho de brasileiros e eleito no mês passado a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos teria mentido em seu currículo.

O jornal acusa George de mentir vários pontos de sua biografia, pois segundo investigações tais informações não foram comprovadas. George Santos, foi eleito neste ano pelo distrito de Long Island, no estado de Nova York, derrotando o democrata Robert Zimmerman.

Em um de seus subtítulo o NYT escreveu: O Sr. Santos, um republicano de Nova York, diz que ele é a “incorporação do sonho americano”. Mas ele parece ter deturpado vários destaques de sua carreira.

Leia Também: Sem trégua: Zelensky espera nova ofensiva russa no ano novo

Currículo de George X NYT

Em seu curriculo, George alega que é de uma família que fez uma fortuna em imóveis, fez ensino superior no Baruch College, trabalhou como financista no Citigroup e no Goldman Sachs e tinha uma ONG de proteção aos animais que salvou mais de 2.500 cachorros ou gatos.

Segundo a reportagem, Santos mentiu sobre a licenciatura em finanças no Baruch College, de Nova York, em 2010, e sobre experiências profissionais no Citigroup Bank e no Goldman Sachs Investment Bank.

O jornal também diz que o jornal, Santos, não trabalhou em bancos que constam na sua biografia, e também não achou registros de que uma organização de resgate de animais que Santos alega ter.

O NYT procurou representantes da faculdade de Baruch College, os mesmo disseram não ter registros de ex-alunos com o nome de George Santos. Ainda de acordo com o jornal, não há registros de propriedades nos Estados Unidos, que George alega que sua família possui no país.

Vale ressaltar que o jornal não encontrou evidências reais de nenhuma dessas afirmações. De acordo com um nota divulgada por Joseph Murray, advogado do congressista eleito, George disse não ter ficado surpreso de ter “inimigos no New York Times tentando manchar seu bom nome com essas acusações difamatórias”.

Leia Também: Biden pede que África seja incorporada ao G20

Registro criminal

Além das mentiras no currículo, o jornal também descobriu um registro criminal contra George no Brasil. Quando Santos tinha 19 anos, ele roubou o talão de cheques de um homem que sua mãe cuidava.

Segundo os documentos, o republicano usou o valor roubado para fazer compras. Dois anos após o ocorrido, George confessou o crime e foi acusado. O tribunal e o promotor local no Brasil confirmaram que o caso continua sem solução. Os registros mostram que Santos não respondeu a uma intimação oficial e um representante do tribunal não conseguiu encontrá-lo em seu endereço, disse.

Leia Também: Twitter Blue: Entenda a nova versão do serviço de assinatura premium

O que pode acontecer com George?

Segundo o New York Times, omissões materiais ou declarações falsas sobre divulgações financeiras pessoais são consideradas crime federal sob a Lei de Declarações Falsas.

Caso fique comprovado que George fez declarações falsas em seu currículo, ele poderá receber a pena de 5 anos de prisão e ainda terá que pagar uma multa de U$ 250 mil.

“Mas a barreira para esses casos é alta, uma vez que o estatuto exige que as violações sejam intencionais”, pondera o jornal.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitar consulte Mais informação

Jornal Contábil