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Número de usuários de bancos digitais mais que dobrou no Brasil de 2019 para 2020

Número de usuários de bancos digitais mais que dobrou no Brasil de 2019 para 2020

07/01/2021 às 15h52 Atualizada em 07/01/2021 às 18h52
Por: Gabriel Dau
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Imagem por @elleaon / freepik
Imagem por @elleaon / freepik

Segundo levantamento da Akamai Technologies encomendado à Cantarino Brasileiro com mais de mil correntistas de diversos bancos brasileiros, em média, cada usuário tem conta em 2,3 instituições e hoje, 43% dos entrevistados possuem conta em algum banco digital, mais que o dobro dos 18% em 2019.

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Os bancos digitais são a conta principal de 14% dos entrevistados em 2020.

Uma constatação importante, contudo, foi que 75% dos usuários se sentem seguros em suas instituições bancárias.

Mas, ao mesmo tempo, os dados indicam que ainda há espaço para melhorias, sobretudo quando cada vez mais clientes verificam e estão cientes de questões relacionadas à cibersegurança e ao vazamento de informações.

Cerca de 57% dos usuários verificam eventos de vazamento de dados ou falhas de segurança nas instituições mesmo antes de abrir uma conta, mais ainda para os bancos digitais. 

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Além disso, para 33% dos entrevistados é fundamental para a escolha de uma instituição financeira que a mesma nunca tenha sofrido vazamento de informações.

Porém, ainda há uma grande parcela, cerca de 43%, que não se preocupa com este tipo de procedimento. Essa parcela é maior entre mulheres e na classe C.

Para 54% dos entrevistados, o uso de biometria de dedo, face ou mão aumenta a sensação de segurança nas transações financeiras em canais digitais.

Já para 42%, são as certificações de segurança.

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Este é um cenário que evolui rapidamente no setor financeiro, com usuários mais exigentes, informados e digitais.

As instituições precisam mostrar performance, segurança e versatilidade aos usuários, com transparência em seus contratos, canais de atendimento e cobranças, para acompanharem a sociedade cada vez mais tecnológica.

“Sabemos que hoje a oferta de serviços financeiros está acontecendo em muitos outros tipos de instituição e em formatos mais diversos. Hoje, há muitas empresas que oferecem serviços financeiros (cartão de crédito, cartão pré-pago, empréstimos) que não são bancos”, conta Helder Ferrão, Gerente de Marketing de Indústria LATAM na Akamai Technologies.

“Vide também a agenda do Banco Central, que não mudou com a pandemia e seguiu firme na implementação do PIX e continua a agenda para o Open Bank. Vemos empresas de varejo e carteiras digitais que estão “bancarizando” um público de maneira muito rápida e inclusiva”, disse ele. 

No entanto, constata-se que muitos consumidores (39%) ainda não usam serviços financeiros ofertados por empresas de fora do setor, há mesmo aqueles que afirmam sequer considerar a alternativa (7%).

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Entre os pesquisados, 29% já são adeptos de e-wallets ou carteiras virtuais.

Tarifas são fator de concorrência

O surgimento dos bancos digitais ampliou de forma rápida a competição no segmento bancário.

Neste cenário, as tarifas são consideradas um fator cada vez mais importante para o cliente.

Para 40%, esse é o principal critério para escolha de um banco, um número que aumenta entre os usuários de bancos digitais.

Com 34%, o segundo critério mais importante é justamente a mobilidade - ou a capacidade de acessar serviços em qualquer lugar.

68% dos entrevistados usam os apps de bancos como a principal forma de acessar suas contas.

É o mais utilizado entre os jovens, com ensino superior e usuários de bancos digitais.

Internet banking é o mais utilizado por 47%.

“Uma abordagem digital, melhores tarifas e segurança, são algumas das principais expectativas nos dias de hoje para o cliente do sistema bancário brasileiro. Mais interessado em novidades tecnológicas e com um cardápio de opções cada vez maior no mercado, o usuário brasileiro já não tem medo de trocar de banco”, completa Helder Ferrão.

“Aos poucos, as fronteiras entre empresas vistas como digitais ou tradicionais vão deixando de existir. A agência bancária já deu lugar ao app, enquanto as redes sociais crescem como canais de atendimento. Ao mesmo tempo, o brasileiro não parece estar disposto a abrir mão da segurança em detrimento de maior conveniência.“

A situação é emblemática: na mesma medida em que a concorrência passa a ser cada vez mais marcada pelo preço das tarifas, o investimento na proteção contra riscos cibernéticos se torna cada vez mais necessário e estratégico.

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