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Bancos Digitais: Um desafio destinado a Cibersegurança

Bancos Digitais: Um desafio destinado a Cibersegurança

24/03/2022 às 17h37 Atualizada em 24/03/2022 às 20h37
Por: Leonardo Grandchamp
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Não é nenhum segredo que o setor financeiro está entre os mais visados pelos criminosos cibernéticos no Brasil. Porém, a partir do aumento dos chamados neobanks – instituições que já nascem 100% digitais, e oferecem serviços tradicionais de forma rápida e online – surgiu uma nova preocupação. A cada novo banco digital que surge, aumentam os riscos de ataques cibernéticos e criminosos ficam cada vez mais experientes.

Segundo o relatório Modern Bank Heists, produzido pela VMware Carbon Black, entre fevereiro e abril de 2020, os ataques ao setor financeiro saltaram 238%. O relatório concluiu também que a maioria dos crimes não possuem como alvo principal os sistemas bancários, mas sim, o cliente.

“Estes bancos digitais, além de oferecer taxas mais atrativas, disponibilizam aplicativos completos e intuitivos. Dessa forma, o cliente possui fácil acesso aos serviços e são atendidos de maneira rápida e simplificada para que haja a melhor experiência possível. Porém, baixos orçamentos para monitorar a segurança e medidas de proteção fracas proporcionam um aumento significativo dos níveis de exposição de bancos, contribuindo para os ataques cibernéticos”, explica Andrew Martinez, CEO da HackerSec, empresa referência em cibersegurança no país

De acordo com um levantamento da ISH Tecnologia, a média mensal de ataques a companhias brasileiras hoje é de 13 mil, sendo que 57% são do tipo ransomware, isto é, que pedem resgate em dinheiro às empresas para liberação dos dados. Mas, afinal, como a cibersegurança pode auxiliar na minimização dessas fraudes eletrônicas que incluem clonagem de cartões, criação de sites falsos, técnicas de pishing, entre muitos outros ataques? Confira abaixo algumas dicas do especialista:

Investimento em cibersegurança

Ir ao guichê do banco para fazer depósitos ficou no passado e já é considerado algo impensado às novas gerações. A internet rompeu definitivamente as barreiras de tempo e localidade, conectando milhares de pessoas. Porém, somente em 2017, a Febraban constatou um aumento de 297% no volume de queixas sobre quebra de sigilo nas plataformas eletrônicas das instituições financeiras.

“A cada nova tecnologia desenvolvida, uma nova fragilidade surge e, em algum momento, é utilizada por cibercriminosos para invadir sistemas, roubar ou sequestrar dados confidenciais. Os ataques cibernéticos são capazes de gerar prejuízos incalculáveis para as instituições bancárias, sobretudo os ransomware que podem interromper toda a operação. Para operar como banco digital, é imprescindível investir em cibersegurança, por meio de ferramentas eficazes e profissionais qualificados”, afirma Andrew.

Campanhas de conscientização

O investimento em campanhas de conscientização para os clientes, alertando-os dos cuidados necessários para proteger seus dados e evitar cair em golpes, é uma das opções mais utilizadas pelos bancos digitais, a fim de evitar as fraudes.

Para o CEO da HackerSec, é muito importante reforçar constantemente algumas orientações como não compartilhar dados pessoais em redes sociais, não informar dados pessoais por telefone, uma vez que os bancos nunca solicitam, sempre fazer logoff e evitar salvar as senhas automaticamente nos computadores e smatphones. “Quando a oferta parece boa demais para ser verdade, desconfie. Provavelmente, será algum golpe e isso vale para todos os tipos de produtos e serviços”, explica o executivo.

Monitoramento e detecção

Segundo um levantamento da Cantarino Brasileiro, atualmente, 44% da população nacional possui conta em banco digital e tradicional, simultaneamente. Entretanto, 25% desses usuários acreditam que, o principal item considerado negativo em relação aos bancos digitais é a segurança.

“Fazer a governança da segurança de instituições financeiras é um grande desafio, por isso é uma obrigação legal das empresas ter planos de ação e medidas efetivas para antecipar e conter possíveis ameaças cibernéticas”, afirma Andrew.

De acordo com ele, o investimento em soluções de criptografia, além de garantir de forma eficiente a identificação positiva dos usuários, utilizando inclusive as próprias tecnologias disponíveis nos smartphones para fazer a integração com a biometria, tornaram-se indispensáveis. A cibersegurança moderna revolucionou a biometria após a chegada dos bancos digitais que, rapidamente, incorporaram a tecnologia como recurso.

A HackerSec foi fundada em 2011 e com sede em São Paulo, é a maior empresa de inovação em cibersegurança do país. 

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