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Economia: Como o dólar impacta a inflação no Brasil?

Economia: Como o dólar impacta a inflação no Brasil?

24/01/2023 às 13h38 Atualizada em 24/01/2023 às 16h38
Por: Esther Vasconcelos
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O IBGE divulgou que a inflação avançou 0,62% em dezembro do ano passado levando o índice de preços ao consumidor amplo o IPCA a uma alta acumulada de 5,79% no ano passado.

Esse foi o segundo ano consecutivo de fechamento acima da meta estabelecida pelo banco central, dentro desse avanço, as principais contribuições vieram de produtos que sofrem sobre tudo, com a variação do dólar.

Saiba agora como essa alta da moeda americana impacta na dinâmica de preços no Brasil.

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Influência do dólar nos preços do Brasil

Muitas vezes as pessoas falam do câmbio somente quando vão viajar, somente nestes momentos, muitos brasileiros procuram saber o valor do dólar em real.

Porém, vários produtos comprados aqui no Brasil, são importados, ou seja, o seu preço é definido em dólar, e depois trazido para o real. Por isso existe um impacto claro, no valor de eletrodomésticos, vestuário que tem produção externa.

Mas também devemos nos atentar, nos efeitos indiretos, muitas vezes as peças ou insumos usados para a produção de materiais e produtos aqui do Brasil são importados, com isso, temos uma elevação lá fora que acaba contaminando parte do custo desses bens aqui dentro.

Alguns bens que sofreram muito durante ano passado com uma inflação bastante alta que mostra um feito claro do câmbio, foram os farmacêuticos e toda parte de eletrodomésticos.

Mas podemos citar que especialmente os automóveis, que tem uma série de peças importadas, que só são montadas aqui no Brasil, outro bem que tem um efeito muito grande do dólar são os combustíveis.

A alta dos combustíveis pode ser explicada pelo dólar, isso porque o preço é comparado com o mercado externo e trazido em real, ou seja, tanto quanto o petróleo e todos os seus derivados tem elevação quanto o dólar se desvaloriza e impacta o que valor do combustível.

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Dólar X Inflação

O banco central tem que perseguir a inflação, a meta de inflação que é estabelecida normalmente dois anos antes, baseada no instrumento de política monetária: a taxa de juros SELIC, que a taxa básica de juros da economia.

A SELIC, interfere no câmbio indiretamente, porque toda vez que a taxa de juros fica mais elevada, fica mais caro para o consumidor do Brasil.

Porém para os investidores fica mais interessante investir, não só o brasileiro, mas também para os investidores estrangeiros fica mais atrativo trazer dinheiro para o Brasil e ganhar em cima de um juros mais elevado.

Resumindo, o banco central eleva a taxa de juros para conter a inflação, mas acaba tendo um efeito secundário, pois acaba atraindo dinheiro estrangeiro para o Brasil.

Com um fluxo maior de dólares circulando no Brasil, o real tende a apreciar, então o dólar fica mais barato com essa dinâmica, e o banco central também pode intervir diretamente no mercado de câmbio.

O banco central acumulou nas últimas duas uma reserva internacional de mais de 300 Bilhões de Dólares, com isso ele pode pontualmente entrar no mercado de câmbio, quando tem mais valorização, para vender dólar e tentar equilibrar essa volatilidade.

Esse é um movimento global, isso porque os Estados Unidos tem influência e dita como vai ser o ânimo dos mercados em todo o mundo, não só nos países emergentes como é o caso do Brasil do México, mas também em países da Europa, Canadá, Austrália e todos acabam sendo influenciados pelos Estados Unidos.

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