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Organização Mundial do AVC afirma que 90% dos derrames são preveníveis

Organização Mundial do AVC afirma que 90% dos derrames são preveníveis

30/10/2023 às 09h28 Atualizada em 30/10/2023 às 12h28
Por: Leonardo Grandchamp
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Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

De acordo com a Organização Mundial do AVC, uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos enfrentará um acidente vascular cerebral (AVC), comumente conhecido como derrame, em algum momento de suas vidas. Além disso, enfatiza que 90% desses casos de AVC poderiam ser prevenidos mediante o cuidado em relação a um pequeno conjunto de fatores de risco, incluindo a hipertensão arterial, tabagismo, hábitos alimentares e atividade física.

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No Dia Mundial do AVC, celebrado no último domingo (29), a organização ressalta que essa doença figura entre as principais causas de óbito e incapacidade globalmente, podendo afetar pessoas de todas as idades. Os impactos do AVC se estendem não apenas às vítimas, mas também a seus familiares, amigos, locais de trabalho e comunidades.

Leia também: Consumo Excessivo De Álcool Aumenta O Risco De AVC Para Jovens

Estima-se que mais de 12 milhões de pessoas no mundo sofrerão um AVC este ano, e desse número, 6,5 milhões infelizmente não sobreviverão. Além disso, mais de 110 milhões de pessoas vivem com sequelas resultantes de AVC. A incidência da doença aumenta significativamente com a idade, com mais de 60% dos casos ocorrendo em pessoas com menos de 70 anos, e surpreendentemente, 16% afetando indivíduos com menos de 50 anos.

A organização destaca que "mais da metade das pessoas que sofrem um derrame não sobreviverá. Para aqueles que conseguem superar a situação, os efeitos podem ser devastadores, afetando a mobilidade física, a alimentação, a fala, a linguagem, as emoções e os processos de pensamento. Essas necessidades complexas podem resultar em desafios financeiros tanto para o indivíduo quanto para seus cuidadores."

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Leia também: AVC: Conheça Os Sintomas E Sequelas Da Doença

Entenda

Segundo Marco Túlio Araújo Pedatella, neurologista e coordenador do serviço de AVC do Hospital Albert Einstein, o acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando há uma interrupção no fluxo sanguíneo para o cérebro. Ele pode se manifestar de duas maneiras: como AVC isquêmico, que resulta da obstrução dos vasos sanguíneos, ou como AVC hemorrágico, quando ocorre o rompimento desses vasos. Em ambos os cenários, as células cerebrais podem sofrer lesões ou mesmo morrer.

O especialista destaca que os principais fatores de risco para o AVC incluem pressão alta, diabetes, níveis elevados de colesterol, inatividade física, tabagismo, consumo excessivo de álcool, além de outros fatores que estão fora de nosso controle, como a idade, visto que o AVC é mais comum em indivíduos mais velhos, gênero masculino, pertencimento a grupos étnicos, como negros e asiáticos, e histórico familiar da doença, que também é um fator de risco relevante.

Jovens

Embora os casos de AVC sejam mais prevalentes na população com mais de 60 anos, temos testemunhado um aumento na ocorrência desse evento entre os mais jovens. Marco Túlio Araújo Pedatella observa que, nesses cenários, os impactos são significativos, uma vez que a doença pode resultar em deficiências de grande magnitude, dependendo da localização e da extensão da lesão no cérebro.

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"Quando um paciente jovem é afetado, frequentemente isso leva à interrupção do trabalho e à necessidade de reabilitação, acarretando despesas substanciais. Em muitos casos, dependendo das sequelas, esse paciente pode requerer assistência até para tarefas básicas, o que pode levar um membro da família a deixar o emprego para prestar auxílio. Isso, por sua vez, aumenta consideravelmente os gastos em seguridade social, além dos custos associados ao tratamento e à reabilitação."

"Infelizmente, não dispomos de medicamentos que possam curar ou tratar essas lesões. Os pacientes podem apresentar melhora por meio da reabilitação, mas, dependendo da gravidade e localização da lesão, podem permanecer com sequelas debilitantes."

Reconhecendo sinais

O especialista enfatiza que identificar os sinais de um AVC e buscar tratamento rapidamente não apenas salva a vida do paciente, mas também aumenta suas perspectivas de recuperação. "O AVC é um evento repentino, que ocorre de forma súbita."

"A pessoa pode experimentar a perda de força ou sensibilidade em um ou em ambos os lados do corpo, perda da visão em um ou em ambos os olhos, visão dupla, desequilíbrio ou falta de coordenação motora, vertigem intensa, dificuldades na fala, como dificuldade em articular palavras, expressar-se ou compreender, além de uma dor de cabeça intensa e diferente daquela habitual."

"É altamente recomendável que, na presença de qualquer um desses sinais, o paciente entre em contato com os serviços de urgência para ser avaliado por um médico e afastar a suspeita de um AVC. No caso de um AVC isquêmico, o tempo é crucial, pois o tratamento medicamentoso deve ocorrer dentro de uma janela de até quatro horas e meia, enquanto procedimentos endovasculares podem ser realizados até seis horas após os sintomas."

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