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BC alerta para o aumento de golpes no SVR

BC alerta para o aumento de golpes no SVR

29/01/2024 às 09h51 Atualizada em 29/01/2024 às 12h51
Por: Leonardo Grandchamp
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Foto: Freepik / editado por Jornal Contábil
Foto: Freepik / editado por Jornal Contábil

A promessa de recuperar valores esquecidos há vários anos tem se transformado em prejuízo para um número crescente de brasileiros. O Banco Central (BC) alerta para o aumento de tentativas de golpes no Sistema de Valores a Receber (SVR) desde o final do ano passado.

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De acordo com Carlos Eduardo Gomes, chefe do Departamento de Atendimento Institucional do BC, a tecnologia utilizada pelos golpistas pode variar, mas o método permanece relativamente constante. Criminosos simulam consultas em sites e aplicativos falsos, fora do ambiente controlado pela autoridade monetária. Essas falsas consultas geram valores expressivos, entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, a serem supostamente recebidos.

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Posteriormente, os fraudadores instruem o usuário a clicar em um link falso e a efetuar um pagamento entre R$ 45 e R$ 90 para liberar o valor alegadamente esquecido. Após o pagamento, os golpistas desaparecem, deixando a vítima sem o dinheiro. Gomes destaca: "Uma transferência de menos de R$ 100 pode não parecer muito, mas para quem ganha pouco, pode resultar em prejuízos consideráveis."

O Banco Central não forneceu estatísticas específicas, mas informou que o volume de denúncias nos canais de atendimento do BC, como o Sistema Fale Conosco e o telefone 145, aumentou significativamente nas últimas semanas, atingindo um pico entre a última semana de dezembro e a segunda semana de janeiro.

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"Os golpes podem variar em frequência ao longo do tempo, mas temos observado um aumento nas fraudes no Sistema de Valores a Receber desde o final do ano passado", observa o chefe de departamento do BC.

Gomes destaca a evolução das tecnologias, mencionando que, embora os falsos e-mails ainda sejam utilizados, os criminosos agora recorrem a mensagens de WhatsApp com consultas supostamente "facilitadas" de valores a receber. Nos últimos meses, o BC identificou o uso de vídeos criados com inteligência artificial, apresentando depoimentos falsos de celebridades ou autoridades públicas. Esses vídeos recomendam links ou aplicativos não vinculados ao Banco Central, promovendo consultas fraudulentas.

Em novembro, o BC emitiu um alerta contra falsos aplicativos relacionados a valores a receber.

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Mesmo com esclarecimentos, Gomes enfatiza que os sistemas de segurança do Banco Central e dos bancos não são violados. Ele explica que os criminosos direcionam as pessoas para sites ou ambientes falsos, muitas vezes localizados no Leste Europeu, mas os valores a receber permanecem seguros no sistema financeiro.

Quase todos os casos de fraude, segundo Gomes, envolvem técnicas de engenharia social, onde a vítima fornece dados aos criminosos. Ele adverte que é crucial proteger as próprias informações, pois, se caírem em mãos erradas, é apenas uma questão de tempo para ser vítima de um golpe.

No que diz respeito aos valores a receber, Gomes esclarece que a consulta deve ser realizada exclusivamente na página do Banco Central na internet, com o sistema contando com duas camadas de segurança. As informações detalhadas, como valor, origem e instituição financeira, só podem ser acessadas com uma conta de nível prata ou ouro no Portal Gov.br, após a consulta pelo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Mesmo quando não é possível recuperar o dinheiro, o Banco Central orienta os consumidores a procurarem o banco ou a operadora do cartão de crédito para denunciar o golpe e solicitar o estorno do valor. Em casos de transferências via Pix, onde as transações são instantâneas, a recuperação do dinheiro é praticamente impossível.

Para aplicativos falsos, o BC recomenda registrar uma reclamação contra a empresa desenvolvedora no Procon local. Em situações em que o golpe foi efetivado, a autoridade monetária aconselha a vítima a registrar um boletim de ocorrência, fornecendo informações cruciais para ajudar na captura dos fraudadores.

Com base nas estatísticas mais recentes do BC, até o final de novembro, os brasileiros ainda não haviam sacado R$ 7,51 bilhões do Sistema de Valores a Receber. Gomes ressalta que os golpistas exploram o alto valor não retirado, induzindo a vítima a pagar por uma informação falsa, destacando que esse golpe segue um padrão antigo, apresentado de uma forma renovada. Ele compara com o clássico golpe do bilhete premiado, onde o criminoso alegava dificuldades em sacar um prêmio fictício, vendendo o bilhete a uma pessoa que, eventualmente, percebia ter perdido dinheiro.

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