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Hepatites matam 3,5 mil pessoas por dia, diz Organização Mundial de Saúde

O número de mortes por hepatites virais no mundo aumentou, saltando de 1,1 milhão em 2019 para 1,3 milhão em 2022

16/04/2024 às 10h44
Por: Ricardo de Freitas Fonte: Redação
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Hepatites matam 3,5 mil pessoas por dia, diz Organização Mundial de Saúde
Hepatites matam 3,5 mil pessoas por dia, diz Organização Mundial de Saúde

O número de mortes por hepatites virais no mundo aumentou, saltando de 1,1 milhão em 2019 para 1,3 milhão em 2022. As cifras equivalem a cerca de 3,5 mil óbitos diários em decorrência da doença, que é a segunda principal causa de mortalidade por agentes infecciosos no planeta.

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Os dados integram o recém-lançado Relatório Global de Hepatites 2024,[1] publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante o World Hepatitis Summit, realizado em Lisboa entre 9 e 11 de abril.

O documento revela que, apesar do avanço nas ferramentas de diagnóstico e nas opções de tratamento, houve estagnação nas taxas globais de tratamento e de cobertura para testes de detecção.

“Este relatório pinta um quadro preocupante: apesar do progresso global na prevenção de infecções por hepatite, as mortes estão aumentando, porque muito poucas pessoas com hepatite estão sendo diagnosticadas e tratadas” , disse o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, PhD.

A hepatite B lidera com folga a mortalidade, representando 83% dos óbitos pela doença registrados em 2022. Já a hepatite C foi responsável por 17% das mortes. A mortalidade das demais hepatites, menos comuns, não foi considerada no ranking.

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O relatório indica ainda que, todos os dias, mais de 6 mil pessoas são infectadas com hepatites virais no mundo. Os 2,2 milhões de novos casos de 2022 representam uma ligeira queda em relação aos 2,5 milhões de 2019, mas a OMS considera que a incidência permanece elevada.

As estatísticas atualizadas da organização informam que cerca de 254 milhões de pessoas viviam com o tipo B da doença em 2022, enquanto 50 milhões tinham o tipo C.

“Além das mortes, impressiona também o número de novos casos todos os anos. São doenças que continuam se espalhando. No caso da hepatite C, por falta de acesso a material perfurocortantes descartáveis ou corretamente esterilizados”, avalia o Dr. Thor Dantas, médico e diretor da comissão de hepatites virais da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH).

O hepatologista destaca que a situação da hepatite B é particularmente problemática, uma vez que há uma vacina segura e eficaz contra ela. “É impressionante que continuemos a ter tantos casos novos no mundo. Isso mostra que estamos falhando no acesso às medidas preventivas de controle e de disseminação”.

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Metade das hepatites crônicas do tipo B e C ocorrem em pessoas entre 30 e 54 anos, enquanto 12% acometem crianças. Em termos de gênero, há mais infecções entre os homens, que representam 58% de todos os caso.

A Organização Mundial da Saúde chamou a atenção ainda para a dificuldade de acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Apenas 13% das pessoas que vivem com infecção crônica de hepatite B foram diagnosticadas, enquanto somente 3% — o equivalente a 7 milhões de pessoas — receberam terapia antiviral até o fim de 2022.

Esse resultado está bem abaixo da meta global estipulada pela OMS, que é de tratar 80% dos casos até 2030.

O Brasil tem uma taxa de diagnóstico mais alta do que a média global, mas ainda abaixo da meta. Segundo o relatório, em 2022 o país diagnosticou 34,2% de todos infectados por hepatite B. A cobertura de tratamento, no entanto, permanece baixa: 3,6% do total.

 

Para a hepatite C, o cenário é mais equilibrado: no mesmo período, o Brasil diagnosticou 36% do total de casos, com tratamento de 24%.

 

Em 2022, o Brasil teve 2.578 mortes por hepatite B e 2.977 por hepatite C.

 

O Dr. Dantas afirma que, por ser a hepatite uma enfermidade silenciosa, o diagnóstico muitas vezes é feito de forma tardia, quando a doença já está bastante avançada.

 

“As hepatites virais evoluem ao longo dos anos essencialmente de forma assintomática. Malária dá sintomas, tuberculose dá sintomas. As hepatites virais, não. Elas só são descobertas se houver uma busca ativa.”

 

O documento mostra diferenças regionais importantes na incidência das infecções. Quase dois terços dos casos são concentrados em apenas 10 países: China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Etiópia, Bangladesh, Vietnã, Filipinas e Rússia.

 

Na incidência de hepatite C, o Brasil aparece na 15 a posição global, com 536 mil casos em 2022, representando 1,1% do total mundial. A lista é liderada pelo Paquistão, com 8,8 milhões de casos, o equivalente a 17,8% do total. Em seguida vêm Índia, com 5,5 milhões (11,2%) e China, com 4 milhões (8,1%).

 

Além das diferenças regionais, o relatório revela também profundas disparidades no valor pago pelos principais tratamentos.

 

“As disparidades de preços persistem entre as diferentes regiões da OMS, e mesmo dentro delas, com muitos países pagando acima dos valores de referência globais, inclusive para medicamentos não patenteados” , diz o relatório.

Matéria Produzida pela Redação do Jornal Contábil, com informações da OMS. (Pode haver novas atualizações constantes desta matéria)

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