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Agronegócio atravessará a instabilidade e 2024 deve ser um ano de transformação

É notável que o agronegócio brasileiro vem em uma espiral de crescimento e inovação constante

08/05/2024 às 10h55
Por: Ricardo de Freitas Fonte: Redação
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Agronegócio atravessará a instabilidade e 2024 deve ser um ano de transformação
Agronegócio atravessará a instabilidade e 2024 deve ser um ano de transformação

A população ocupada no agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde no terceiro trimestre de 2023, somando 28,5 milhões de pessoas, 14% a mais que no ano anterior, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em colaboração com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). De acordo com o levantamento, esse número representa 26,8% do total de ocupações no país.

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Neste contexto, é notável que o agronegócio brasileiro vem em uma espiral de crescimento e inovação constante, mas esse movimento não é recente. Há pelo menos cinco décadas que o setor vem se firmando como o principal motor da nossa economia e com um número cada vez maior de pessoas ocupando cargos estratégicos, o que reflete nos números da balança comercial do segmento. As exportações brasileiras bateram recorde em 2023, atingindo US$ 166,55 bilhões, 4,8% a mais que em 2022, o que representa um aumento de US$ 7,68 bilhões. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o desempenho foi influenciado principalmente pela quantidade embarcada.

Considerando-se os fatores climáticos que impactaram negativamente os resultados, há de se reconhecer que o cenário registrado é animador, pois revela a força do agronegócio brasileiro e reforça a importância do aprimoramento contínuo e dos investimentos que são feitos ao longo dos anos. Com isso, o segmento foi responsável, em 2023, por 49% da pauta exportadora total brasileira. No ano anterior, a participação foi de 47,5%. Isso só mostra o esforço que o setor tem feito para se reinventar e continuar buscando a diminuição dos custos na produção de alimentos e fibras, enquanto se aproxima da produção sustentável por meio de soluções como bioinsumos e biotecnologias, que estão cada vez mais presentes nas lavouras.

A agricultura brasileira se destaca como uma força vital no cenário global de produção e exportação de alimentos e fibras, desempenhando um papel fundamental no fornecimento não apenas para o mercado doméstico, mas também para o mercado internacional. Essa posição, que inclui a liderança em muitas culturas, traz consigo não apenas oportunidades, mas também uma grande responsabilidade na cadeia do agronegócio mundial.

Neste cenário, além de novas práticas que otimizam o aproveitamento do investimento em defensivos, como os adjuvantes e práticas relacionadas à tecnologia de aplicação, tem crescido o uso de novas tecnologias para o controle de pragas e para melhor absorção e translocação de nutrientes e saúde de plantas, o que tem provocado um avanço na utilização de bioinsumos, biosoluções agrícolas e biotecnologias, fruto de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de soluções tão eficientes quanto os produtos químicos, mas com menor ou nenhum impacto ambiental.

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Com essas ferramentas que vem agregando tanto a nossa cultura, de janeiro a março de 2024, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 37,44 bilhões, recorde para o período, representando um crescimento de 4,4% em relação aos US$ 35,85 bilhões exportados entre janeiro e março de 2023. Os dados são da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).
 

Esse aumento reflete a expansão na quantidade embarcada, uma vez que o índice de volume exportado aumentou 14,6%, compensando a queda no índice de preços, que foi de 8,8%. O agronegócio representou 47,8% das vendas externas totais do Brasil no período, um pouco acima dos 47,3% observados no primeiro trimestre de 2023. Mesmo devido aos desafios climáticos provocados por El Niño e La Niña, entre outros fatores, a participação na balança comercial brasileira deverá se manter em destaque, o que é bastante positivo. Trata-se de um momento de relativa instabilidade, mas pontual.

Podemos defender a ideia de que o agronegócio, no cenário global e no cenário doméstico, vai sair dessa instabilidade mais uma vez, como atravessou outros cenários incertos no passado. Logo, a expectativa para 2024, mesmo impactada pelas razões recentes explicitadas anteriormente, é que seja mais um ano de transformação, como vem sendo os últimos anos no setor. Nós, da BRANDT Brasil, vemos uma corrida pela transformação em diversos segmentos: bioinsumos, biotecnologia, explosão de startups com soluções inovadoras, aquisições, investimentos etc. E nesse contexto de transformação, vislumbramos diversas oportunidades de investimentos, além do aprofundamento em questões como ESG, agricultura regenerativa, mercado de carbono, entre outras.

Devemos seguir otimistas e entender o nosso papel como responsáveis por contribuir para a superação dos desafios e o avanço do setor. Isso se faz com trabalho e investimento e não com oportunismo. Por isso, precisamos apostar em P&D e na boa relação com os produtores rurais, entendendo suas dores e necessidades, já que eles são os principais responsáveis por fazer essa roda girar.

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*Flávio Belluomini Cotrin - Diretor de Marketing e Área Técnica da BRANDT Brasil
 

Sobre a BRANDT

A BRANDT do Brasil é uma subsidiária da norte-americana BRANDT, uma empresa agrícola líder, que atende agricultores em todo o mundo. Fundada em 1953, desenvolve tecnologias que atuam na fisiologia vegetal e tecnologia da aplicação e bioproteção para diversas culturas. Presente em mais 80 países, com o propósito de respeitar o investimento do produtor entregando resultados reais no campo por meio de tecnologias inovadoras, as quais estão disponíveis numa grande rede de distribuidores. No Brasil desde 2015, possui sede em Cambé (PR) e filial em Olímpia (SP).

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