Por que investir em uma solução específica para comércio exterior?

As pequenas e médias empresas ganharam destaque nos últimos anos dentro do mercado de importações e exportações. Uma pesquisa realizada pelo Sebrae apontou que, atualmente, os negócios de pequeno porte, no Brasil, compõem 40,8% das empresas exportadoras, sendo que, no ano de 2017, movimentaram mais de US$ 1,1 bilhão. 

Do outro lado, temos um montante de mais de 43 mil empresas que compraram no exterior, ou seja, importaram produtos, de acordo com o MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Dentro deste número, US$ 138,1 bilhões foram gastos em importações. Mas mesmo com dados tão altos, ainda há inúmeros desafios a serem superados dentro dessa segmentação do mercado.

Falando sobre as empresas de porte pequeno, não podemos esquecer do Microempreendedor Individual, o MEI, que também participa dos processos de importação. Ainda há uma dúvida muito grande em relação à obtenção de produtos do exterior pelos microempresários, quando, na verdade, eles também podem importar.  Recomendo ao MEI a leitura da IN RFB 1.603/15 que cita o MEI e a forma de habilitação no Radar para este empresário.  Ressalto também que a última alteração na IN RFB acima citada foi em maio de 2019, informando que as habilitações do RADAR – Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros, devem ser feitas de 6 em 6 meses. Fiquem atentos! 

Outro estudo realizado pelo Sebrae, em conjunto com a Ágora Pesquisa, destacou alguns pontos críticos sobre a capacitação dos empresários nos processos aduaneiros, como, por exemplo:

  • Frequente mudança de procedimentos e legislação.
  • Muitos detalhes específicos de cada área.
  • Sentem-se desatualizados.
  • Sentimento de desvalorização por parte dos órgãos públicos.                  

Acontece que, culturalmente, tendemos a enxergar os processos de comércio exterior com alta dificuldade, como se importar e exportar produtos fosse uma das tarefas mais complicadas dentro da rotina corporativa. Vivemos hoje o processo da transformação digital, a qual mudou por completo as relações empresariais e as formas como fazemos negócios. E claro que, com este novo momento, podemos e devemos usufruir de todos os recursos existentes em prol de alavancarmos nossos resultados.

Neste artigo, esclareço o porquê do mercado PME investir em uma tecnologia exclusiva para o comércio exterior. Há soluções específicas para estes processos, facilitando, por exemplo, a elaboração de notas fiscais de importação e a gestão financeira dos custos e despesas das mercadorias importadas, diminuindo os erros, aumentando a confiança das informações, reduzindo tempo e apoiando de ponta a ponta o crescimento do negócio usuário. Confiram! 

Qual seria o melhor cenário para o pequeno e médio empresário?

Ainda hoje, há corporações que optam por utilizar planilhas, atualizando-as manualmente todos os dias. Este cenário é surreal, tendo em vista o risco das informações e o volume de operações empresariais: principalmente as pequenas e médias empresas devem fugir do controle manual e adotar uma solução condizente com o atual momento que vivemos. Dentro das comerciais importadoras e trading companies, isso acontece porque, de fato, os processos são complexos, mas muitos entendem que não se categorizam como algo impossível de ser realizado. E se pensarmos na importação feita de forma amadora para a profissional, o que separam as duas são: o planejamento empresarial e a maximização operacional. 

Independentemente do tamanho das operações, deve-se haver um controle conciso das informações para que não aconteçam erros prejudiciais à empresa. Ao pequeno e médio empresário, este é um ponto a se ter maior cautela. Inicialmente, é necessário adotar um planejamento conciso para que não ocorram erros, principalmente relacionados à classificação fiscal das mercadorias e ao cálculo tributário das importações. O erro de impostos como, por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS em uma nota fiscal de entrada pode ser o suficiente para gerar grandes problemas para os pequenos e médios negócios. Isso acontece porque o pagamento pode ser feito em excesso e, dessa forma, o empresário sairia no prejuízo, ou porque o pagamento feito foi inferior, sendo penalizado pelo Fisco.

Logo, em ambos os casos, o suporte financeiro das PMEs sairia prejudicado, colocando a operação em risco. E nesse sentido, a tecnologia surge para apoiar o empreendedor a mitigar possíveis riscos, além de apoiá-lo na administração de sua empresa. Cálculos automatizados, melhor análise de custos e despesas, além de dados para apoiar na tomada de decisões são alguns dos benefícios encontrados nos recursos tecnológicos direcionados ao comércio exterior.

Dentro deste cenário, o uso de uma ferramenta que faça toda a gestão dentro de seu negócio é uma das principais formas de impulsionar seu empreendimento. Mas antes disso, transforme-se culturalmente, mude os valores empresariais e veja novas formas de aproveitar seu time de colaboradores. Dentre as diversas vantagens da tecnologia está a possibilidade de utilizá-la para potencializar o tempo e talento humano para gerar resultados financeiros para a sua empresa.

A tecnologia para pequenas e médias empresas

Pensando em todos estes pontos que levantei, preparei um breve resumo sobre três tecnologias aliadas à mudança de valores que são essenciais para as PMEs. Precisamos olhar para novas formas de ampliarmos nossa produtividade e, ao mesmo tempo, aumentar a participação das pequenas e médias empresas no mercado. Conforme destaquei acima, no cenário de importação e exportação este segmento já conquistou maior espaço, mas isso não quer dizer que não há mais lugares para se chegar. Com as tecnologias e mentalidades culturais que destaco abaixo, seus negócios poderão se adaptar por completo ao processo de transformação digital:

  1. SaaS: este conceito foi criado já há algum tempo, mas continua sendo explorado e aperfeiçoado. Ao mercado PME, investir em uma solução na nuvem é a melhor saída para potencializar seus negócios. A cloud é uma tecnologia escalável, tendo uma precificação acessível aos pequenos e médio empresários. Com o modelo SaaS é possível ter melhorias constantes e estar sempre atualizado, sem desperdiçar o dinheiro investido em caríssimas instalações, hardware, infraestrutura e versionamentos de sistema.
  2. Gestão integrada em todas as áreas da empresa: acreditar que ter um ERP é algo para grandes corporações já não faz mais parte do nosso dia a dia. Dentro de uma empresa, é necessário adotar a prática omnichannel, ou seja, a integração entre todas as áreas. Com essa integração é possível mitigar riscos, aumentar a produtividade, diminuir custos empresariais e maximizar a confiabilidade da informação para a tomada de decisão.
  3. Cultura Data Driven: implemente uma nova cultura organizacional que de fato impulsione seus negócios no mercado. Falando novamente sobre tomada de decisões, basear-se em dados é fundamental para que sua empresa consiga se antecipar em relação à possíveis problemas e até mesmo obter resultados mais satisfatórios. A tecnologia é sua aliada para atingir este objetivo. Mas fica a dica: parar seu time para produzir dados é tão improdutivo quanto não ter um sistema de gestão. Use seus recursos de forma inteligente para gerar resultados financeiros a sua empresa.

E, para finalizar, destaco que as pequenas e médias empresas são essenciais para o ecossistema do comércio exterior e devem acompanhar o ritmo de expansão do mercado. Sabemos que as operações estão cada vez mais enxutas e existe a grande necessidade de fazer mais com menos, e para que isso aconteça, devemos investir em tecnologia. Precisamos ter em mente que implementar uma solução de qualidade não é algo inacessível e que, sem ela, a velha premissa de que “trabalhamos demais que não temos tempo para ganhar dinheiro” se torna realidade. É fundamental maximizar a operação e se adaptar à tecnologia, assim, o empresário foca suas energias para crescer o seu negócio e para de trabalhar de mais para trabalhar de forma inteligente. 

Para começar a profissionalizar sua gestão, busque soluções específicas, como as que elenquei acima, e crie um planejamento conciso para organizar sua empresa!

 * Thiago Furtado é CEO da GETT Tecnologia para Comércio Exterior, especializado em liderança organizacional e estratégias de mercado.

Sobre a GETT: Fundada em 2008, a GETT nasceu com o princípio de tornar a tecnologia um fator a favor dos negócios.

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