Polícia prende gerente de banco que fraudava cartões do INSS

Suspeito recebia até R$ 2 mil por cartão ilegal emitido

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Nesta manhã de quinta-feira (14), a Polícia Federal efetuou a prisão de um gerente bancário sob suspeita de envolvimento com uma organização criminosa especializada em desviar cartões magnéticos vinculados a benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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A ação, denominada Operação La Tarjeta (que significa “O Cartão” em espanhol), foi realizada em cumprimento a um mandado de prisão temporária e outro de busca e apreensão emitidos pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A busca ocorreu no endereço do indivíduo investigado, localizado no bairro Brás de Pina, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. A operação contou com a participação de policiais da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários.

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A investigação contou com o apoio do departamento de inteligência do banco Santander. A colaboração conjunta revelou que o gerente da instituição financeira estava envolvido em uma série de solicitações de cartões de benefícios do INSS, realizadas sem a presença de clientes legítimos, beneficiários ou representantes legais. Ele recebia os cartões, cadastrava senhas escolhidas pelos membros da quadrilha e autorizava os pagamentos aos criminosos.

Imagem: Polícia Federal / gov.br

Em um único mês, o funcionário do banco emitiu surpreendentes 110 cartões sem a devida autorização dos titulares reais dos benefícios. Ele recebia pagamentos que variavam entre R$ 1 mil e R$ 2 mil de outros membros do grupo criminoso por cada cartão desviado.

Após a obtenção dos cartões, os integrantes da quadrilha passavam a efetuar saques fraudulentos regularmente. As investigações revelaram que, ao longo de um mês, a associação criminosa movimentou aproximadamente R$ 120 mil por meio dos cartões emitidos de maneira ilegal.

A Polícia Federal informou que o indivíduo detido será acusado pelos crimes de associação criminosa e estelionato previdenciário. Em caso de condenação, ele pode enfrentar uma pena de até 13 anos de prisão.

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